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2025: O Ano em que a Força Militar e Econômica Voltou a Decidir Conflitos Globais e Tensões Geopolíticas

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2025: A Força Retoma o Palco Geopolítico Global, Moldando Conflitos e Tensões Internacionais

O ano de 2025 foi marcado por um cenário geopolítico turbulento, onde a competição entre Estados Unidos e China se intensificou, influenciando grande parte dos eventos globais. Conflitos como a guerra na Ucrânia e a crise no Oriente Médio dominaram as manchetes, mas outros eventos revelaram um padrão preocupante: o retorno da política de poder, onde a força militar, econômica e tecnológica se tornou o principal fator decisório.

A instabilidade global atingiu diretamente a América Latina, com tensões crescentes entre Venezuela e Estados Unidos. A posse de Donald Trump como presidente dos EUA sinalizou uma guinada radical na política internacional, com foco no controle do hemisfério ocidental e ações que aumentaram a pressão sobre regimes como o de Nicolás Maduro na Venezuela.

Conforme análise de Paulo Filho, coronel de Cavalaria da reserva do Exército e especialista em estudos geopolíticos, 2025 será lembrado como um ano de profunda instabilidade. A publicação na Gazeta do Povo destaca que, mais do que uma coleção de crises isoladas, o ano revelou um padrão de retorno da política de poder, onde a força, em suas diversas manifestações, voltou a definir limites, alianças e escolhas estratégicas. Essa análise, baseada nos eventos do ano, serve como um alerta para o cenário internacional e para o Brasil.

Guerra na Ucrânia e Crise no Oriente Médio: Palcos de Conflitos Persistentes

A guerra na Ucrânia, que se aproximava de seu quinto ano em fevereiro de 2025, continuou sendo um foco central de tensão. Paralelamente, o conflito no Oriente Médio, envolvendo Israel, o Hamas e aliados, escalou com um inédito ataque israelo-americano às instalações nucleares iranianas. Esses dois conflitos, pela vasta repercussão internacional, dominaram o noticiário e moldaram as relações diplomáticas globais.

Endurecimento Político nas Américas e a Competição EUA-China

A ascensão de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos em 2025 trouxe consigo um endurecimento político, especialmente nas Américas. Ameaças sobre o controle do Canal do Panamá e o interesse na compra da Groenlândia sinalizaram a prioridade de Trump em consolidar o controle americano sobre o hemisfério ocidental. A fraude eleitoral que perpetuou Nicolás Maduro no poder na Venezuela também foi um ponto de atenção, com consequências geopolíticas duradouras.

A competição entre Estados Unidos e China atravessou e condicionou a maior parte dos fenômenos geopolíticos de 2025. Essa disputa atingiu a América Latina com força inédita, projetando seus efeitos sobre uma região que, por muito tempo, esteve à margem do confronto direto entre as grandes potências. A coluna de Paulo Filho na Gazeta do Povo ressaltou como essa dinâmica se tornou central para entender o cenário global.

O Fantasma Nuclear e a Busca por Capacidades Militares

Em março de 2025, a sugestão do primeiro-ministro da Polônia sobre a aquisição de capacidades militares avançadas, incluindo armas nucleares, antecipou um debate que permaneceu presente ao longo do ano. A constatação de que, em um sistema internacional cada vez mais conflagrado, promessas e tratados valem menos do que capacidades concretas, impulsionou discussões semelhantes no Japão, acendendo alertas sobre o risco de proliferação nuclear.

O conflito entre Índia e Paquistão, dois rivais históricos e potências nucleares, voltou ao centro das atenções em maio de 2025 com combates aéreos que resultaram em baixas em ambos os lados. Esses eventos reforçam a preocupação com a escalada de tensões em regiões já instáveis.

Brasil em Navegação Geopolítica: Ajustando as Velas em Mares Bravios

No segundo semestre de 2025, a atenção se voltou para o entorno estratégico do Brasil. A concentração de meios navais americanos no Mar do Caribe e o aumento da pressão dos EUA sobre a Venezuela, culminando em um bloqueio naval, evidenciaram a crescente instabilidade na região. O Brasil, assim como outros países, precisa acompanhar atentamente os acontecimentos internacionais e ajustar suas estratégias em direção aos interesses nacionais, a despeito das adversidades globais.

O aumento generalizado dos investimentos em Defesa, o dilema europeu na definição de sua segurança e a crise do multilateralismo são tendências que devem continuar a moldar o cenário internacional. Para o Brasil, a construção de capacidades econômicas, políticas, científico-tecnológicas, psicossociais e militares é fundamental para buscar e defender seus objetivos estratégicos, especialmente em tempos de “ventos contrários e mares bravios”. A esperança, no período natalino, renova a crença na capacidade do país de superar esses desafios.

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