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Deputado Gustavo Gayer é alvo de queixa-crime no STF após médica ironizar morte de ativista conservador americano

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Médica denuncia Gustavo Gayer no STF por difamação após comentários sobre morte de ativista conservador

Uma médica protocolou uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO). A acusação é de difamação, e o caso gira em torno de comentários feitos pela profissional sobre o assassinato do ativista americano Charlie Kirk. A situação escalou após Gayer republicar a postagem da médica, o que, segundo ela, desencadeou ataques em massa e exposição de seus dados pessoais.

A controvérsia começou quando a médica ironizou a morte de Charlie Kirk, que foi baleado durante um evento nos Estados Unidos. Ela comentou sobre a ironia de ele estar sob uma tenda com os dizeres “prove me worng” (prove que estou errado), sugerindo que sua morte provou o contrário. Essa declaração rapidamente gerou reações nas redes sociais.

Um internauta, ao compartilhar a postagem da médica, a associou a “psicopatas” e divulgou seu nome completo e especialidade médica. Gustavo Gayer, ao se deparar com a publicação, a republicou em suas redes sociais, adicionando um comentário crítico: “Mais uma extremista que celebra assassinatos de quem pensa diferente.”, conforme apurado pela Gazeta do Povo.

Alegado doxxing e ameaças após publicação de Gayer

A neurologista relatou que, após a republicação de Gayer, passou a receber uma avalanche de ataques. A petição apresentada ao STF detalha que foram expostos seu nome completo, profissão, cidade, contatos telefônicos, número de CRM, endereço da clínica onde trabalha e até mesmo o número do CPF. Essa divulgação de dados pessoais é caracterizada pela defesa como um “doxxing clássico”, com o objetivo de intimidar e possibilitar represálias.

A queixa-crime também menciona mensagens de cunho ameaçador recebidas pela médica, como “fica esperta na rua” e “presta bastante atenção quanto estiver saído de casa”. A defesa alega que Gayer teria orquestrado esses ataques ao associar a médica a “uma conduta moralmente reprovável e socialmente odiosa, ligada à celebração de crime contra a vida”.

Morte de Charlie Kirk e repercussão na esquerda

Charlie Kirk, conservador e aliado de figuras políticas americanas, foi baleado no pescoço por um estudante durante uma palestra na universidade de Utah. O evento já era alvo de protestos de estudantes progressistas. Após sua morte, diversas manifestações de comemoração e ironia surgiram nas redes sociais, intensificando o debate.

Entre as repercussões, destacou-se o comentário do jornalista Eduardo Bueno, que sugeriu que a morte de Kirk seria “boa para suas filhas”, tendo posteriormente divulgado uma retratação. Outro caso que gerou atenção internacional foi o do médico Ricardo Barbosa, que teve seu visto revogado pelo governo americano após elogiar o atirador. A influenciadora Juliana Rosa também foi citada por classificar o assassinato como “muito bonita e poética”.

Gayer é acionado judicialmente por suposta orquestração de ataques

A defesa da neurologista sustenta que a ação de Gustavo Gayer, ao republicar a postagem e adicionar seu comentário, teve o condão de incitar os ataques e o doxxing. A médica busca, através da queixa-crime, responsabilizar o deputado pela difamação e pelos danos morais decorrentes da exposição de seus dados pessoais e das ameaças subsequentes. A Gazeta do Povo entrou em contato com Gustavo Gayer e aguarda um posicionamento oficial sobre as acusações.

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