Suspeito de atentado em Washington foi radicalizado nos EUA, afirma governo
Um homem de origem afegã, que chegou aos Estados Unidos após a retirada das tropas americanas do Afeganistão em 2021, é o principal suspeito de um ataque que vitimou uma agente da Guarda Nacional e deixou outro militar gravemente ferido em Washington. A secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, declarou que o indivíduo teria se radicalizado após sua chegada ao país.
Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos, trabalhou com unidades de apoio à CIA antes de se mudar para a América do Norte. A investigação agora se concentra em determinar como e onde essa suposta radicalização ocorreu, com foco em suas conexões locais e contatos em sua comunidade e estado.
As declarações da secretária Kristi Noem, feitas ao canal NBC, indicam que a teoria principal é de que a radicalização de Lakanwal aconteceu dentro dos próprios Estados Unidos. As autoridades planejam entrevistar familiares e pessoas que tiveram contato com o suspeito para coletar mais informações sobre seu paradeiro e atividades recentes.
Conexões locais e programa de imigração sob escrutínio
Kristi Noem destacou que a radicalização do suspeito teria ocorrido por meio de conexões locais em sua comunidade e estado. Essa afirmação levanta preocupações sobre a eficácia dos mecanismos de segurança e monitoramento para imigrantes recém-chegados ao país.
A secretária também direcionou críticas à administração do ex-presidente Joe Biden, atribuindo parte da responsabilidade pelo ocorrido ao programa de imigração “Bem-vindos Aliados”, que facilitou a entrada de Rahmanullah Lakanwal nos Estados Unidos. O programa foi implementado pela gestão democrata para auxiliar afegãos após a queda do governo anterior em seu país.
Medidas de segurança e revisão de vistos
Em resposta ao atentado em Washington, a Administração Trump anunciou medidas drásticas, incluindo a suspensão de todas as decisões de asilo e a interrupção imediata da emissão de vistos para cidadãos do Afeganistão. Essa política visa reforçar a segurança nacional e controlar o fluxo de imigrantes de países considerados de risco.
Adicionalmente, o Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) iniciou uma “revisão rigorosa” dos green cards de imigrantes provenientes do Afeganistão e de outras dezoito nações, como Cuba, Venezuela e Haiti. A ação visa garantir a integridade do sistema de imigração e identificar possíveis ameaças à segurança pública.
Investigação aprofundada e possíveis ameaças futuras
O caso de Rahmanullah Lakanwal reabre o debate sobre a política de imigração e os procedimentos de segurança para refugiados e imigrantes que chegam aos Estados Unidos. A investigação busca entender completamente os fatores que levaram à suposta radicalização do suspeito e a prevenção de ataques futuros.
A radicalização de indivíduos dentro do território americano, especialmente aqueles que chegaram através de programas de reassentamento, representa um desafio significativo para as agências de inteligência e segurança do país. O governo busca agora fortalecer os processos de triagem e monitoramento para evitar que eventos como este se repitam.