Presidente Lula sanciona ampliação da isenção do Imposto de Renda e promete combater privilégios fiscais da elite brasileira, mirando um país mais justo e próspero.
Em pronunciamento nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou a recente sanção da lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda, beneficiando milhões de brasileiros e marcando o que ele chamou de “apenas o primeiro passo” para a redução da desigualdade.
A medida, que isenta quem ganha até R$ 5 mil mensais e reduz a alíquota para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350, foi apresentada como uma correção histórica, visando a **redução do privilégio de poucos** em detrimento da maioria trabalhadora.
A compensação fiscal para a renúncia de arrecadação virá da criação de um imposto mínimo para pessoas com rendimentos acima de R$ 50 mil mensais. Conforme divulgado pelo Planalto, essa iniciativa visa garantir que a **elite brasileira pague mais impostos**, aliviando o fardo sobre a classe média e os trabalhadores.
Lula afirmou que, ao longo da história, a elite acumulou privilégios, incluindo o de pagar menos Imposto de Renda do que trabalhadores comuns. Segundo ele, quem vive do suor do trabalho paga até 27,5% de IR, enquanto quem vive de renda paga, em média, apenas 2,5%.
Mudança histórica no Imposto de Renda beneficia milhões
A nova lei do Imposto de Renda, aprovada unanimemente pelo Congresso, deve beneficiar cerca de **20 milhões de brasileiros** com a isenção total para quem ganha até R$ 5 mil. Outros cinco milhões de contribuintes terão suas alíquotas reduzidas.
A partir de janeiro de 2026, quem tem rendimentos de até R$ 5 mil mensais não terá mais o desconto do Imposto de Renda em seu contracheque. Para Lula, essa economia anual pode representar um “décimo quarto salário” para muitas famílias.
O presidente ressaltou que a **compensação não virá de cortes em áreas essenciais** como educação ou saúde, mas sim da taxação de rendas mais altas. Ele mencionou que pessoas que ganham mais de R$ 1 milhão por ano, representando 0,1% da população, hoje pagam pouco ou nenhum imposto.
Taxação de super-ricos para financiar alívio fiscal
O governo estabeleceu um imposto mínimo sobre a renda para quem recebe acima de R$ 50 mil mensais, abrangendo aproximadamente 140 mil contribuintes. A cobrança será progressiva, podendo chegar a 10% para rendimentos acima de R$ 100 mil.
Lula enfatizou que essa medida ataca a **”injustiça tributária”**, uma das principais causas da desigualdade no Brasil. Ele comparou a situação de um professor ou policial, que paga alíquotas elevadas, com a de bilionários que possuem mansões e jatinhos particulares, pagando proporcionalmente menos.
“É inaceitável”, declarou o presidente, “que uma pessoa lute para ter moradia digna, ande de ônibus e pague dez vezes mais Imposto de Renda do que os bilionários do nosso país.”
Impacto na economia e promessa de mais justiça social
A expectativa é que o dinheiro extra no bolso dos brasileiros injete cerca de **R$ 28 bilhões na economia** em 2026, impulsionando o consumo, o comércio, a indústria e o setor de serviços, gerando mais empregos e renda.
Lula relembrou conquistas de seu governo, como a inclusão do Brasil entre as dez maiores economias do mundo, a saída do mapa da fome e a redução da desigualdade. Ele reafirmou o compromisso de seu governo em **combater os privilégios de poucos para defender os direitos de muitos**.
“O nosso governo está do lado do povo brasileiro, construindo um país mais próspero, mais forte e, principalmente, um país mais justo”, concluiu o presidente, reforçando que a mudança no Imposto de Renda é apenas o começo de um processo de transformação.