Mais de 20 mortes em presídio de BH em 2025: Ministério Público investiga condições precárias
Um detento de 24 anos foi encontrado morto dentro do Presídio Inspetor José Martinho Drumond, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O crime chocou pela **alta taxa de mortalidade** na unidade, que já acumula mais de 20 óbitos somente em 2025.
As circunstâncias da morte de Nicolas Ferreira Faria estão sob investigação. Um outro preso, de 24 anos, confessou ser o autor do crime. A notícia levanta novamente o debate sobre a **segurança e as condições** das prisões no estado.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) está apurando todos os detalhes que levaram a mais essa fatalidade. A unidade prisional tem sido palco de **graves problemas** que vão além dos crimes cometidos em seu interior, conforme aponta o Conselho Nacional de Justiça.
Condições alarmantes de superlotação e infraestrutura
Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), as condições do Presídio Inspetor José Martinho Drumond são consideradas **péssimas**. Uma inspeção realizada em agosto deste ano revelou um cenário preocupante de **superlotação**.
A unidade possui capacidade para abrigar 1.047 presos, no entanto, abriga atualmente **2.007 detentos**. Essa discrepância significativa entre o número de presos e a capacidade da estrutura **agrava os problemas** de convivência e segurança.
MPMG foca em investigações para garantir direitos
Diante do alto número de mortes e das condições precárias, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) intensifica as investigações. O objetivo é **apurar as responsabilidades** e buscar soluções para **melhorar a situação** na unidade prisional.
A atuação do MPMG visa garantir que os direitos dos detentos sejam respeitados, mesmo em um ambiente de **extrema dificuldade**. A investigação busca entender as causas que levam a tantas mortes e a **prevenir novos casos**.
Histórico de mortes e desafios na unidade
O Presídio Inspetor José Martinho Drumond já se tornou conhecido pelo **alto índice de mortalidade** entre os detentos. Mais de 20 mortes registradas neste ano indicam um **problema crônico** na gestão e nas condições da prisão.
A superlotação e a falta de estrutura adequada, como apontado pelo CNJ, são fatores que **contribuem diretamente** para o aumento da tensão e da violência dentro da unidade, gerando um ciclo preocupante.
O que diz o CNJ sobre a situação
Os dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) são **cruciais** para entender a gravidade da situação. A inspeção de agosto evidenciou que o presídio opera com **quase o dobro** de sua capacidade total.
Essa **condição alarmante** é um dos principais pontos de atenção para o MPMG, que busca, através de suas investigações, pressionar por melhorias e **garantir a dignidade** e a segurança de todos os envolvidos no sistema prisional.