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Uma onda de confissões envergonhadas sobre o arbítrio do STF

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"title": "STF: Jornalistas Admitem Abusos da Corte em Confissões Envergonhadas Após Condenação de Bolsonaro e Eventos de 8 de Janeiro",
"subtitle": "A onda de críticas tímidas expõe o dilema entre a "boa causa" e o respeito à Constituição, com a imprensa em um momento de reflexão sobre seu papel.",
"content_html": "<h2>Jornalistas e Analistas Começam a Questionar Atuações do STF em Processos Políticos Marcantes</h2>nn<p>Após um período de silêncio, justificativas ou até mesmo apoio a decisões consideradas controversas, uma parcela da imprensa brasileira começa a admitir que o Supremo Tribunal Federal (STF) pode ter ultrapassado seus limites em momentos cruciais. A condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e os desdobramentos dos eventos de 8 de janeiro parecem ter catalisado essa reflexão.</p>nn<p>Colunistas e editoriais em grandes veículos de comunicação admitem que o tribunal, especialmente a atuação de Alexandre de Moraes, agiu de forma excepcional para conter o que consideravam ameaças à democracia. No entanto, essa admissão vem acompanhada de um anseio por um retorno à normalidade e ao estrito cumprimento das leis.</p>nn<p>Conforme apurado e divulgado, a percepção é de que o STF "foi além de suas atribuições em vários momentos", sob a justificativa de uma "boa causa". Agora, contudo, a sensação é de que é hora de "chega", marcando um ponto de inflexão na cobertura e análise das ações da Corte. Essa mudança de tom, ainda que cautelosa, revela um debate interno e uma crescente pressão por responsabilização e respeito às garantias constitucionais.</p>nn<h3>Eufemismos para Mascarar a Verdade Sobre o "Arbítrio do STF"</h3>nn<p>Ainda que a admissão de excessos por parte do STF esteja emergindo, ela se manifesta de forma comedida. Utilizando uma gama de eufemismos, os textos evitam confrontar diretamente a ideia de que o tribunal agiu de maneira arbitrária. Expressões como "zona de sombra", "práticas que, em circunstâncias ordinárias, seriam frontalmente repudiadas" e "flexibilizações preocupantes" são empregadas.</p>nn<p>Outras frases como "máculas no processo", "medidas excepcionais que concentram poder" e "poderes extraordinários" também surgem com frequência. A menção de que "a participação ativa do Judiciário na fase investigativa pode ter comprometido a imparcialidade" indica um reconhecimento, ainda que velado, de falhas procedimentais significativas.</p>nn<p>O esforço para contornar a realidade é notável, buscando suavizar o fato de que, para alcançar seus objetivos em casos como o de Bolsonaro e os eventos de 8 de janeiro, o Supremo teria "atropelado a Constituição e os códigos processuais", criando um "regime de exceção".</p>nn<h3>A Cumplicidade da Imprensa na Tolerância aos "Abusos"</h3>nn<p>O artigo original destaca que, quando havia a intuição de que algo estava errado, a imprensa, em grande parte, **tolerou os abusos do STF**, quando não os **justificou ou aplaudiu**. A justificativa recorrente era a de que as "circunstâncias extraordinárias" e a "boa causa" legitimavam tais ações.</p>nn<p>Essa postura de apoio, ou ao menos de omissão, é vista como fundamental para que Alexandre de Moraes e o STF pudessem agir como agiram. O texto sugere que, ao endossarem a ideia de que "os fins justificaram os meios" para "defender a democracia" ou "derrotar o bolsonarismo", a imprensa acabou por validar o uso da força, não com armas, mas com a caneta.</p>nn<h3>O Pedido por "Autocontenção" e a Dificuldade em Voltar Atrás</h3>nn<p>Agora, muitos dos que outrora apoiaram as ações do STF pedem "autocontenção" à Corte. Frases como "Esperamos terem sido excepcionais e transitórios" em relação aos "poderes extraordinários" assumidos pelo tribunal refletem essa nova postura.</p>nn<p>O artigo critica essa solicitação, considerando-a uma "suprema ingenuidade", citando o ditado de Lord Acton de que "o poder absoluto corrompe absolutamente". A dificuldade em reverter o curso, exemplificada por mudanças recentes na lei do impeachment, é apontada como um obstáculo para o retorno à normalidade.</p>nn<h3>O Caminho para a Correção: Admissão, Firmeza e Coragem</h3>nn<p>Para que o cenário de "arbítrio" seja corrigido, os formadores de opinião que agora julgam que o Supremo exagerou precisarão fazer algo que a imprensa demorou décadas a fazer no caso do golpe de 1964: **admitir que erraram ao apoiar a ilegalidade**, mesmo diante de uma "boa causa".</p>nn<p>É necessário um clamor conjunto pela **correção dos abusos**, pela **transparência sobre a sanha censora do Supremo** e pela **abertura da CPI do Abuso de Autoridade**. No entanto, essa postura deve ser feita com **firmeza e coragem**, evitando confissões envergonhadas e admitindo abertamente a cumplicidade na construção do atual estado de coisas, em vez de apenas "passar pano" para as ações do STF.</p>"
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