HomeBlogLíder do Irã critica desigualdade salarial no Ocidente e é ironizado por...

Líder do Irã critica desigualdade salarial no Ocidente e é ironizado por falta de direitos das mulheres em seu país

Data:

Posts Relacionados

Irã critica desigualdade salarial no Ocidente e é ironizado por falta de direitos das mulheres em seu país

Ali Khamenei, o líder supremo do Irã, um dos países com maior repressão às mulheres no mundo, criticou países ocidentais pela desigualdade salarial entre homens e mulheres. A declaração, feita através de posts na plataforma X (antigo Twitter), gerou forte reação e foi amplamente ridicularizada por usuários que apontaram a grave situação de direitos das mulheres no próprio Irã.

Em suas publicações, Khamenei alegou que as mulheres iranianas desfrutam de uma vida melhor em comparação com as ocidentais. Ele afirmou que o Islã oferece independência, mobilidade, progresso e identidade própria às mulheres, contrastando com o que chamou de visão capitalista ocidental, onde as mulheres seriam vistas como meio de exploração material, sem honra ou dignidade respeitadas.

Khamenei também destacou a disparidade salarial em muitos países ocidentais, classificando-a como “totalmente injusta”. No entanto, a resposta veio rapidamente de outros usuários na plataforma X, que adicionaram notas de leitores aos seus posts, lembrando que a desigualdade de gênero no Irã é significativamente maior do que em qualquer país ocidental. Conforme informação divulgada pelo World Population Review, o Irã possui um índice de igualdade de gênero de 0,579, consideravelmente inferior aos países ocidentais que lideram o ranking, como Islândia (0,935), Finlândia (0,875) e Noruega (0,875).

Irã e a realidade da desigualdade de gênero

O índice de igualdade de gênero do World Population Review considera fatores como participação e oportunidades econômicas, nível de escolaridade, saúde, expectativa de vida e empoderamento político. Os cinco países com maior igualdade de gênero são todos ocidentais, evidenciando a discrepância em relação ao Irã.

A repressão às mulheres no Irã é marcada por diversas medidas. Um relatório do Centro de Direitos Humanos do Irã apontou que, entre o final de junho e o início de outubro, pelo menos 50 estabelecimentos comerciais foram fechados pelas autoridades por atenderem mulheres sem o uso do hijab, o véu islâmico obrigatório.

A morte de Mahsa Amini e a repressão

A morte de Mahsa Amini, uma jovem de 22 anos, sob custódia da Polícia da Moralidade em setembro de 2022, após ser presa por acusações de uso inadequado do hijab, desencadeou amplos protestos no país. O regime iraniano respondeu com intensa repressão, o que levou a sanções por parte dos Estados Unidos.

Posteriormente, o parlamento iraniano aprovou uma lei que endurece as punições para estabelecimentos que não aplicarem as regras do véu e para mulheres que não o utilizarem. As penalidades podem incluir até 15 anos de prisão, fechamento de negócios, multas pesadas e proibição de sair do país. Embora a lei tenha sido suspensa, outras normas sobre o uso do hijab continuam em vigor, servindo de base para a perseguição de mulheres.

Contraste entre discurso e realidade

A declaração de Khamenei sobre a superioridade da visão islâmica sobre as mulheres em relação ao Ocidente contrasta fortemente com a realidade documentada por organizações de direitos humanos e relatórios internacionais. A falta de respeito à honra e dignidade das mulheres, mencionada por ele em relação ao Ocidente, é ironicamente apontada por críticos como uma característica presente nas próprias políticas iranianas.

A comparação entre os índices de igualdade de gênero reforça a crítica à posição do líder supremo iraniano. Enquanto países como a Islândia demonstram avanços significativos na equidade entre homens e mulheres, o Irã permanece com um índice alarmantemente baixo, evidenciando um longo caminho a percorrer para garantir os direitos e a dignidade de suas cidadãs.

Recentes

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

O Informativo Brasil
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.