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"title": "Gilmar Mendes Anula Poder do Senado Contra Ministros do STF: Direita Prepara Reação e Alerta para "Golpe"",
"subtitle": "Decisão monocrática do ministro do STF restringe quem pode pedir impeachment de juízes da Corte, acendendo alerta sobre possível blindagem e reações políticas em 2027.",
"content_html": "<h2>Gilmar Mendes Restringe Pedidos de Impeachment de Ministros do STF, Gerando Temor na Direita e Críticas de "Golpe"",
"<p>Em uma decisão liminar que gerou forte repercussão, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, estabeleceu que apenas a Procuradoria-Geral da República (PGR) poderá solicitar o processo de impeachment contra ministros da Corte. A medida, interpretada por muitos como uma reação à possibilidade de uma maioria conservadora no Senado em 2027, anulou prerrogativas que antes permitiam a cidadãos e parlamentares apresentar tais denúncias.</p>n<p>A decisão de Gilmar Mendes tem sido vista como uma tentativa de conter o avanço da direita no Senado, especialmente após as eleições de 2026, onde 54 cadeiras estarão em disputa. A oposição projeta que ao menos 44 dessas vagas poderiam ser ocupadas por nomes alinhados à direita, o que poderia levar à eleição de um presidente do Senado com viés conservador, capaz de dar andamento a processos de cassação de ministros.</p>n<p>Essa articulação da direita, intensificada desde as eleições municipais de 2024 e com forte participação do ex-presidente Jair Bolsonaro, visa maximizar a representação conservadora no Congresso. A decisão monocrática de Gilmar Mendes, no entanto, surge como um obstáculo direto a essa estratégia, provocando acusações de "golpe judicial" e "blindagem institucional" por parte de críticos. Conforme apurado pela reportagem, a medida visa evitar que o impeachment seja usado como retaliação política.</p>nn<h3>Senadores de Direita Reagem e Alertam para Temor no STF</h3>n<p>A decisão de Gilmar Mendes foi duramente criticada por senadores de oposição. O senador Cleitinho (Republicanos-MG), autor de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para restaurar a prerrogativa do Senado, classificou a liminar como um "tapa na cara de todo o Congresso". Ele ressaltou o que considera ser o "temor" dos ministros com os senadores que serão eleitos em 2026, sugerindo que "quem não deve, não teme".</p>n<p>O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ecoou essa visão, afirmando que a decisão busca evitar um eventual impeachment de Alexandre de Moraes a partir de 2027, caso a direita conquiste a maioria no Senado. Para ele, a medida "é uma vítima um Poder da República, é um dos pilares da democracia".</p>nn<h3>Análise Política: Medida Visa Conter Influência Conservadora em 2027</h3>n<p>Analistas políticos, como o professor Antônio Flávio Testa, consideram a decisão de Gilmar Mendes arbitrária e motivada pelo receio de que o impeachment se torne rotina com uma maioria conservadora no Senado. "O mais surpreendente é falar que uma lei que estabelece maioria simples para se decidir um impeachment é inconstitucional", afirmou Testa, destacando o "pavor" dos ministros em ter suas decisões contestadas.</p>n<p>O cientista político Paulo Kramer avaliou a liminar como um "golpe dentro do golpe", comparando seu impacto a um ato institucional do período militar. Segundo Kramer, a medida visa restringir o espaço de manobra de candidaturas conservadoras e proteger ministros como Alexandre de Moraes.</p>nn<h3>Reações Institucionais e a Busca por Alternativas</h3>n<p>A decisão de Gilmar Mendes também foi questionada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que ressaltou que a Lei do Impeachment prevê a possibilidade de cidadãos denunciarem ministros por crimes de responsabilidade. Ele defendeu que "somente uma alteração legislativa seria capaz de rever conceitos puramente legais, sob pena de grave ofensa constitucional à separação dos Poderes".</p>n<p>Ainda que Gilmar Mendes tenha negado que a medida vise proteger a Corte, afirmando buscar apenas "ajustar a norma ao que prevê o texto constitucional" e citando a lei de 1950 como obsoleta, as reações indicam um embate político iminente. A articulação para o Senado em 2026, impulsionada pela direita, agora enfrenta um novo desafio com a restrição imposta pelo STF, levantando debates sobre o equilíbrio de poderes e a autonomia do Judiciário.</p>nn<h3>Impacto da Decisão no Cenário Eleitoral e Institucional</h3>n<p>A liminar de Gilmar Mendes, se confirmada pelo plenário do STF, altera não apenas o rito do impeachment, mas também o quórum para admissão de denúncias, exigindo agora o apoio de dois terços dos senadores, em vez de maioria simples. Essa mudança eleva consideravelmente a dificuldade para iniciar processos de impeachment.</p>n<p>Críticos argumentam que a decisão fragiliza o sistema de freios e contrapesos da República, enquanto defensores apontam que a medida visa preservar a autonomia do Judiciário contra retaliações políticas. Independentemente das justificativas, o impacto político da liminar já se estende às estratégias eleitorais, especialmente para a direita que busca reequilibrar os poderes da República através do Senado.</p>"
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