EUA exigem fim da repressão na Nicarágua e libertação de presos políticos
O governo dos Estados Unidos, por meio do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado, fez uma exigência contundente nesta sexta-feira (5) ao regime da Nicarágua. A gestão Donald Trump demandou a **libertação imediata de todos os presos políticos** no país centro-americano, liderado por Daniel Ortega e sua esposa, Rosario Murillo.
Em uma publicação na rede social X, o órgão americano destacou a dor e a incerteza vividas por muitas famílias nicaraguenses durante este período festivo, com “lugares vazios à mesa” devido à detenção ou desaparecimento de seus entes queridos.
A declaração ressalta a **”desumanidade do regime”** de Murillo-Ortega e reforça que os Estados Unidos estão acompanhando de perto a situação, utilizando a hashtag #LiberdadeJá. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Estado dos EUA.
Relatório aponta 62 presos políticos e centenas de desaparecidos
Um levantamento recente da ONG Mecanismo para o Reconhecimento de Presos Políticos, divulgado na terça-feira (2), revelou que existem **62 presos políticos na Nicarágua**. Deste total, impressionantes **45% permanecem em estado de desaparecimento forçado**, sem que haja informações oficiais sobre seu paradeiro ou condição física.
Desde 2018, quando a repressão do governo Ortega se intensificou após protestos populares por democracia, a Mecanismo registrou um número alarmante de **1.485 pessoas presas por motivos políticos** no país. Os dados da ONG evidenciam a gravidade da crise de direitos humanos na Nicarágua.
Contexto de repressão e sanções internacionais
A exigência dos Estados Unidos ocorre em um contexto de crescente pressão internacional sobre o regime de Daniel Ortega. O governo nicaraguense tem sido alvo de críticas e sanções por parte de diversos países e organizações internacionais devido à violação sistemática dos direitos humanos e à erosão das instituições democráticas.
Notícias recentes também indicam que a **ditadura da Nicarágua confiscou milhões em imóveis da Igreja Católica**, demonstrando um padrão de controle e repressão que vai além da perseguição a opositores políticos. O Ortega também tem ampliado seu controle sobre as instituições do Estado, nomeando aliados para cargos-chave.
EUA já recomendaram tarifas contra a Nicarágua
Esta não é a primeira vez que o governo dos Estados Unidos adota medidas para pressionar o regime de Ortega. Anteriormente, uma agência do governo americano já havia recomendado a aplicação de **tarifas de 100% sobre produtos da Nicarágua**, como forma de retaliação às ações do governo.
A comunidade internacional continua a observar atentamente os desdobramentos na Nicarágua, com a esperança de que a pressão externa contribua para a reversão do quadro de autoritarismo e a garantia dos direitos fundamentais de todos os nicaraguenses.