Ator Peter Greene, estrela de “Pulp Fiction” e “O Máskara”, é encontrado morto aos 60 anos
O mundo do cinema lamenta a perda de Peter Greene, o ator que deu vida a alguns dos vilões mais memoráveis das telonas dos anos 90. Ele foi encontrado sem vida em seu apartamento em Manhattan, Nova York, na última sexta-feira, 12 de julho.
A notícia, confirmada por seu agente, Gregg Edwards, chocou fãs e colegas de profissão. Aos 60 anos, Greene deixa um legado de atuações intensas e personagens que marcaram época. A causa de sua morte não foi revelada até o momento.
Peter Greene construiu uma carreira sólida, especialmente no início de sua trajetória, conquistando Hollywood com performances sombrias e inesquecíveis. O ano de 1994 foi um divisor de águas em sua carreira, consolidando seu nome na indústria cinematográfica.
Zed em “Pulp Fiction”: Uma cena que chocou o mundo
No aclamado “Pulp Fiction: Tempo de Violência”, dirigido por Quentin Tarantino, Peter Greene interpretou Zed, o sinistro guarda de segurança. Seu personagem protagonizou uma das cenas mais perturbadoras e comentadas da história do cinema, deixando uma marca indelével na memória do público.
Dorian Tyrell em “O Máskara”: O vilão carismático
No mesmo ano, Greene alcançou o estrelato popular ao dar vida a Dorian Tyrell, o principal antagonista da comédia de sucesso “O Máskara”. Como o gângster que se apropria da máscara mágica de Loki, transformando-se em um monstro verde e caótico, o ator demonstrou uma versatilidade impressionante, transitando entre o ameaçador e o cômico ao lado de Jim Carrey.
Carreira marcada por papéis de destaque
A habilidade de Peter Greene em interpretar figuras antagônicas o tornou um rosto frequente em thrillers de prestígio. Mesmo em papéis coadjuvantes, ele sempre se destacou. Entre suas aparições notáveis, estão o misterioso Redfoot em “Os Suspeitos” (1995) e o Sargento Artie Pluchinsky em “Dia de Treinamento” (2001), onde contracenou com Denzel Washington.
Nascido em Montclair, Nova Jersey, em 8 de outubro de 1965, Greene teve uma juventude desafiadora. Dedicou-se à atuação na vida adulta, estudando no renomado Lee Strasberg Theatre and Film Institute. Sua estreia nas telonas ocorreu em 1992, no filme “Leis da Gravidade”.
Além dos vilões: Talento dramático reconhecido
Apesar de sua fama como “bad guy”, Peter Greene também provou possuir uma profunda complexidade dramática. Em 1994, foi premiado como Melhor Ator no Festival de Cinema de Taormina por seu papel principal em “Clean, Shaven”. Na produção, ele interpretou um homem com esquizofrenia, suspeito de assassinato, mostrando a amplitude de seu talento.
Nos anos recentes, Greene manteve-se ativo no cenário artístico. Participou de projetos como a série “O Continental” (2023), um spin-off de “John Wick”, e o filme “Beggarman” (previsto para 2025). Seu agente, Gregg Edwards, o descreveu como “um dos melhores atores do planeta”, destacando seu “coração enorme” e sua amizade.
A polícia de Nova York, acionada para uma verificação de rotina após músicas serem ouvidas de forma contínua no apartamento do ator, não encontrou indícios de crime. A investigação sobre as circunstâncias exatas de sua morte segue em andamento, mas a ausência de suspeitas de crime traz um leve alívio em meio à tristeza.