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Fertilização In Vitro: O Lado Sombrio de Embriões Congelados, Descartáveis e a Comercialização da Vida

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A vida como mercadoria: um diálogo e seu desfecho repugnante

Em meio a um frio de 196 graus negativos, dois embriões em processo de criopreservação dialogam sobre sua existência e o destino incerto. O que deveria ser um ambiente de esperança e acolhimento se revela um cenário gélido e de profunda incerteza.

A conversa expõe a realidade dura enfrentada por muitos embriões gerados por fertilização in vitro (FIV), onde alguns são descartados enquanto outros aguardam um futuro incerto, questionando a promessa de vida que envolve o procedimento.

Este diálogo, divulgado em artigo pelo Defensor Público Federal Danilo de Almeida Martins, traz à tona as complexidades éticas da FIV, a mercantilização da paternidade e o tratamento dado aos embriões. Conforme relatado, a situação de centenas de milhares de embriões congelados anualmente no Brasil é alarmante.

O congelamento de embriões: um negócio de R$ 50.000 por ciclo

Os embriões revelam que a FIV foi apresentada a seus pais como a única solução para a gravidez, sem que outras alternativas, como a Naprotecnologia, fossem mencionadas. O alto custo de R$ 50.000 por ciclo de FIV é destacado, sugerindo que o foco recai mais na venda de um sonho do que na informação completa sobre as opções disponíveis.

A triste realidade é que, em 2023, mais de 107 mil embriões foram congelados, um número que reflete a escala do uso da FIV. O artigo questiona o propósito e o destino desses embriões, que após três anos podem ser descartados ou destinados a pesquisas científicas.

Descaminhos éticos e o status de ‘lixo genético’

A discussão avança para o debate sobre a pesquisa com células-tronco embrionárias, cujos resultados são questionados em comparação com as células-tronco adultas. A liberação dessa prática pelo STF em 2008 é mencionada, juntamente com a preocupante referência a embriões como ‘lixo genético’ durante o julgamento.

A indiferença em relação ao potencial de vida é chocante, especialmente quando casos de sucesso, como o de Thaddeus Daniel Pierce, congelado por 31 anos, e Molly Everette Gibson, por 27 anos, são ignorados.

Pais e a objetificação da vida embrionária

O artigo levanta a questão sobre a consciência dos pais a respeito da situação de seus embriões. Muitos casais, segundo o texto, estão emocionalmente abalados, desinformados ou acreditam ter o direito de escolher características físicas, como a cor dos olhos, dos futuros filhos.

O ponto mais chocante surge com a descoberta de que alguns pais transformam seus embriões em ‘biojoias’, pingentes que exibem o embrião como um ‘lúgubre troféu’. Essa prática é descrita como a **transformação de vidas únicas e irrepetíveis em simples ornamentos**, revelando uma profunda **objetificação e desvalorização da vida embrionária**.

A mercantilização da esperança e o vazio ético

A narrativa dos embriões congelados expõe um cenário onde a esperança de ter um filho se torna um produto comercializável, com custos elevados e pouca transparência sobre alternativas ou o destino final dos embriões não implantados.

A falta de debate ético aprofundado e a aceitação de práticas que reduzem a vida a um objeto de desejo ou a um adorno estético levantam sérias preocupações sobre os rumos da reprodução assistida e o **respeito à dignidade humana desde a concepção**.

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