Deltan Dallagnol dispara contra Alexandre de Moraes: “Escândalo mais grave da história do STF”
O ex-procurador Deltan Dallagnol classificou o caso de suposto lobby envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como o “escândalo mais grave de conduta irregular de ministro da história conhecida do Supremo Tribunal Federal”. A declaração foi feita em referência a uma reportagem do jornal O Globo, que aponta que Moraes teria atuado para beneficiar o Banco Master, instituição com a qual sua esposa possui um contrato de R$ 3,6 milhões.
Segundo Dallagnol, a conduta do ministro configura o crime de “advocacia administrativa”, previsto no artigo 321 do Código Penal Brasileiro. Este crime ocorre quando um servidor público patrocina, direta ou indiretamente, interesses privados perante a Administração Pública. A acusação ganha peso com a confirmação posterior pela Gazeta do Povo, que apurou que o caso já é comentado entre ministros de tribunais superiores em Brasília.
A reportagem original indica que Alexandre de Moraes teria realizado contatos com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, para defender o Banco Master. Moraes teria argumentado que a instituição estaria sendo prejudicada por concorrer com grandes bancos. O ex-procurador Deltan Dallagnol enfatizou o impacto da denúncia, descrevendo-a como “a última peça do quebra-cabeça, que revela o que realmente acontece nos bastidores, em que a família Moraes enriqueceu em grande quantidade nos últimos anos”.
Impeachment de Moraes volta à pauta em meio a denúncias de lobby
Diante das acusações, a discussão sobre a possibilidade de impeachment do ministro Alexandre de Moraes reacendeu. O vereador Guilherme Kilter sugere que a situação do ministro pode se tornar insustentável, dependendo, em última instância, da decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. “Uma hora ou outra, será encontrado algo que o incomode o suficiente para pautar mudanças, como o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, que eu acho que deveria ser o mínimo”, afirmou Kilter.
Havaianas e a politização de uma campanha publicitária
Em outro tema abordado, a campanha publicitária recente da marca Havaianas, estrelada pela atriz Fernanda Torres, gerou polêmica. A peça, que sugere que em 2026 os clientes entrem no Ano Novo “com os dois pés”, foi imediatamente associada à esquerda, provocando reações polarizadas nas redes sociais.
A cientista política Julia Lucy criticou a campanha, afirmando que ela pode ter sido resultado de uma equipe incompetente ou com interesses em prejudicar a empresa. “Só pode ser uma equipe que tem gente infiltrada, querendo que a empresa perdesse valor. Ou, então, eles são realmente muito incompetentes”, disse Lucy, classificando o episódio como uma “tragédia para uma empresa tão tradicional como as Havaianas”.
O programa Última Análise, onde os temas foram discutidos, é uma iniciativa jornalística ao vivo da Gazeta do Povo no YouTube, exibido de segunda a sexta-feira, das 19h às 20h30, com o objetivo de debater temas desafiadores para o país de forma racional e aprofundada.