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Como as estátuas da Ilha de Páscoa, os Moai, realmente ‘andavam’: estudo mostra réplica de cinco toneladas movida por cordas e balanço, e deslocou 100 metros em menos de uma hora

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Experimento com réplica provou que o transporte foi feito com coordenação humana, cordas e balanço do Moai, sem uso de troncos, o que muda a narrativa sobre a ilha

Em um experimento recente, pesquisadores construíram uma réplica de pedra e demonstraram um método prático para mover as estátuas da Ilha de Páscoa em pé, usando apenas cordas e o balanço do próprio monumento.

O teste, realizado no Chile, mostrou que um pequeno grupo de pessoas podia fazer a estátua avançar controlando o movimento lateral, sem arrastar sobre toras de madeira.

Os dados do experimento, incluindo o uso de uma réplica de cinco toneladas e a movimentação de 100 metros em menos de uma hora, corroboram relatos locais e desafiam explicações anteriores sobre desmatamento e colapso ambiental, conforme informações divulgadas pela Gazeta do Povo.

Como o experimento demonstrou o movimento

Os pesquisadores amarraram três cordas à réplica do Moai e, com um pequeno grupo, puxaram as cordas laterais de forma alternada. O resultado foi que a estátua passou a balançar e a avançar sozinha, impulsionada pela gravidade e pelo momento gerado pelo balanço.

O teste comprovou que, em menos de uma hora, a réplica foi deslocada por 100 metros, demonstrando eficiência e viabilidade prática do método, sem necessidade de máquinas complexas ou de toras de madeira para rolar os blocos.

Design intencional, equilíbrio e física

O estudo revelou que o próprio formato dos Moai era parte essencial da técnica de transporte. As estátuas foram esculpidas com leve inclinação para frente e com uma base curva, características que facilitam o balanço necessário para o deslocamento.

Esses detalhes, antes interpretados quase exclusivamente como soluções estéticas, aparecem agora como escolhas funcionais, aproveitando o centro de gravidade e o peso das peças para possibilitar que o monumento “andasse” quando coordenado por pessoas com cordas.

Tradição Rapa Nui e implicações históricas

A descoberta confirma tradições orais do povo Rapa Nui, que sempre relataram que as estátuas “caminharam” das pedreiras até as plataformas cerimoniais. O que parecia mito, segundo o estudo, descreve um método real e engenhoso de transporte.

Além disso, a demonstração enfraquece a teoria de que os nativos teriam desmatado a ilha para mover os Moai com troncos, sugerindo que a sociedade Rapa Nui tinha conhecimento técnico e organizacional sofisticado, baseado em física e cooperação.

Repercussões para outros monumentos e para a arqueologia

Ao mostrar que monumentos pesados podem ter sido deslocados com técnicas inteligentes e de baixo impacto ambiental, o estudo abre espaço para reavaliar como outras construções megalíticas no mundo, como Stonehenge, podem ter sido erguidas.

O resultado incentiva a busca por soluções alternativas ao modelo de força bruta, valorizando inovação tecnológica local e práticas sustentáveis de transporte em sociedades pré-industriais.

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