A Revolução aparece, segundo o colunista, como um processo em que o Estado avança sobre direitos, liberdade e vida privada, transformando o país em cenário de medo e câmeras
O debate sobre A Revolução ganhou tom de alerta com a análise publicada nas páginas de opinião da Gazeta do Povo, sobre a sensação de retrocesso e de violência estatal no Brasil de 2025.
O autor da coluna, Roberto Motta, descreve um país em que a repressão e a insegurança se misturam, e usa imagens fortes para explicar a percepção pública de crise institucional.
Nas linhas seguintes o texto resume os principais pontos da coluna, cita trechos relevantes e traz contexto sobre as preocupações levantadas por Motta, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.
O retrato crítico e as imagens que marcaram a coluna
Roberto Motta abre a reflexão com uma frase emblemática, escrevendo, “O Brasil é um filme ruim, feito por um diretor em final de carreira, financiado com dinheiro público e de exibição obrigatória.” A metáfora, segundo o autor, simboliza a sensação de impotência diante de decisões estatais que parecem repetitivas e constrangedoras.
Na avaliação do colunista, a experiência de viver no país passou a ser marcada pela expectativa da violação, seja por parte de criminosos, seja pela atuação do próprio Estado. Motta afirma que a criminalidade só alcançou a escala atual porque recebeu do Estado “uma autorização especial para operar – a verdadeira licença para matar.”
Comparações literárias e históricas para explicar o presente
No texto, o autor recorre a referências literárias e históricas para dar dimensão ao que chama de retrocesso, escrevendo, “No Brasil, o ano de 2025 foi 1984 – somado com A Revolução dos Bichos, Admirável Mundo Novo e Arquipélago Gulag.” A comparação busca transmitir o medo de perda de liberdade, o controle da informação e a violência institucionalizada.
Para Motta, o avanço do Estado se justifica por uma defesa de um simulacro de democracia, e esse avanço, segundo ele, resulta na tomada de bens e direitos do cidadão, incluindo liberdade, propriedade e autonomia intelectual.
A anedota na praia e a sensação de ameaça cotidiana
Um trecho narrativo da coluna ilustra o efeito concreto dessa percepção sobre a vida diária. Motta relata uma ida à praia em que foi abordado por um homem que ofereceu cadeiras e guarda-sol, dizendo, “Alô família, fiquem aqui com a gente. Duas cadeiras e um guarda-sol por R$ 30, é promoção”, e depois, em tom de aviso, “Lá onde vocês estão indo é confusão. Já teve arrastão hoje”. Em seguida, acrescentou a ameaça, “Eu avisei. Vocês estão indo para lá por sua conta e risco”.
A cena, para o autor, simboliza a mistura de norma social, medo e advertência velada, que passa a moldar decisões simples do dia a dia.
O chamado à ação individual e a metáfora da praia limpa
Apesar do tom crítico, Motta faz um apelo à responsabilidade individual, descrevendo um gesto simbólico: enquanto aguarda por uma revolução que pode nunca chegar da forma esperada, ele preserva a sanidade retirando lixo da praia. “Se não há disposição para isso, tudo está perdido”, escreve ele, sugerindo que pequenas ações locais têm valor frente ao desmonte de garantias institucionais.
A mensagem insiste na importância de atitudes concretas, mesmo diante de um quadro que o autor considera sombrio, e usa a expressão de cuidado ambiental para apontar para a responsabilidade cívica.
Conclusão, contexto e repercussão
A coluna de Roberto Motta na Gazeta do Povo coloca no centro do debate a ideia de que, em 2025, o país convive com formas de violência que misturam criminalidade e arbitrariedade estatal, e que essa combinação aprofunda a sensação de perda de direitos.
O texto combina denúncia, metáforas literárias e relatos pessoais para provocar reflexão sobre o papel do Estado, a segurança pública e a atuação cidadã. A discussão deve continuar em esferas políticas, acadêmicas e na mídia, diante das inquietações apontadas pelo colunista.