Uma síntese dos acontecimentos que marcaram 2025, com foco em Trump e novo papa, tarifas americanas, conflitos no Oriente Médio, eleições na América do Sul e mudanças diplomáticas
O ano de 2025 foi intenso e reconfigurou cenários políticos, econômicos e de segurança em várias regiões do mundo.
Da volta de um ex-presidente dos Estados Unidos a medidas comerciais agressivas, passando pela morte de um pontífice e a eleição de um papa norte-americano, eventos conectados pressionaram mercados e diplomacias.
Este texto traz um panorama das principais notícias do ano, com fatos e dados extraídos das reportagens disponíveis, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.
Retorno de Trump, tarifas e reaproximações estratégicas
A retomada da Presidência pelos EUA trouxe mudanças imediatas na política doméstica e externa, com decretos contra políticas culturais e ajustes econômicos voltados para a indústria americana.
O governo instituiu inicialmente as chamadas “tarifas recíprocas globais” sobre uma ampla gama de produtos, e, em abril, aplicou tarifas de 40% sobre exportações brasileiras, afetando carnes, café, cacau e frutas.
No decorrer do ano, houve conversas diplomáticas que levaram a ajustes, incluindo a isenção de mais de 200 produtos agrícolas da tarifa mínima de 10% e a retirada da tarifa adicional de 40% sobre produtos agrícolas brasileiros, medida que visou reduzir os preços internos americanos.
Morte do papa Francisco e a escolha de Leão XIV
O papa Francisco morreu em abril deste ano aos 88 anos de idade, segundo as comunicações oficiais, encerrando doze anos de pontificado iniciado com ênfase em temas sociais e reforma interna da Igreja.
O Conclave reuniu mais de 100 cardeais na Capela Sistina e, no quarto escrutínio, o cardeal Robert Francis Prevost, nascido em Chicago, nos EUA, foi escolhido como novo papa, adotando o nome de Leão XIV, tornando-se o primeiro pontífice originário dos Estados Unidos e o primeiro da ordem agostiniana a liderar a Igreja Católica.
Escalada de conflitos e mediações internacionais
2025 também foi marcado por confrontos que testaram a capacidade de contenção global, desde tensões nucleares em regiões sensíveis até ofensivas aéreas de elevada intensidade.
Na Ásia, uma sequência de ataques e contra-ataques entre Índia e Paquistão elevou o risco, até que um cessar-fogo foi anunciado com mediação dos Estados Unidos, evitando uma escalada maior entre potências nucleares.
No Oriente Médio, operações israelenses ampliadas atingiram alvos ligados ao Irã, Hezbollah, Houthis e Hamas, culminando em uma ofensiva contra instalações iranianas, com participação de veículos aéreos e munições fornecidos pelos EUA.
O confronto entre Irã e Israel terminou após um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos e pelo Catar, deixando Irã e grupos aliados em posição mais fragilizada no curto prazo.
Gaza, América Latina e outras frentes
Depois de meses de combates, Israel e Hamas aceitaram um acordo de cessar-fogo mediado por Estados Unidos, Qatar, Egito e Turquia, que viabilizou a libertação dos reféns remanescentes e trocas de prisioneiros, além de abrir passos para reconstrução em Gaza.
Na América do Sul, ondas eleitorais e mudanças de governo alteraram o mapa político regional, com vitórias de candidaturas conservadoras na Argentina, Chile e a eleição de Rodrigo Paz na Bolívia, além de fortalecimento legislativo da direita em alguns países.
No campo das sanções, o governo americano revogou vistos de autoridades brasileiras e aplicou medidas sob a Lei Magnitsky a figuras ligadas ao Judiciário, ações que sofreram ajustes após interlocuções diplomáticas no segundo semestre.
No Pacífico e no Caribe, os Estados Unidos intensificaram operações contra o narcotráfico, com o Comando Sul reportando que mais de 30 embarcações já foram neutralizadas, e autorizaram bloqueios e interceptações contra petroleiros ligados à Venezuela.
Por fim, movimentos sociais também marcaram o ano, como os protestos estudantis no Nepal, que se iniciaram contra o bloqueio de redes sociais e culminaram na queda do governo, ilustrando o impacto da mobilização digital e da juventude na política contemporânea.
Em conjunto, os episódios de 2025 mostram um ano de realinhamentos, onde decisões comerciais, escolhas religiosas e combates armados tiveram efeitos imediatos sobre diplomacia, mercados e sociedades, exigindo novas negociações multilaterais para estabilizar áreas-chave do globo.