As opções de Trump contra o Irã vão de ataques aéreos a medidas financeiras e cibernéticas, passando por ações direcionadas à Guarda Revolucionária e pressão sobre parceiros comerciais
Os Estados Unidos receberam do Pentágono um leque de alternativas para responder à repressão no Irã, que incluiu ações que usam força letal e não letal.
Entre as medidas estão bombardeios aéreos contra alvos militares, ações financeiras para sufocar a economia iraniana e ataques cibernéticos a infraestrutura sensível, segundo relatos.
A escalada ocorre em meio a protestos massivos que, conforme dados oficiais e observadores, deixaram mais de dois mil mortos e motivaram cortes de internet e prisões em massa.
conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo
Opções militares diretas e alvos possíveis
Uma das alternativas apresentadas ao presidente envolve ataques aéreos direcionados a instalações militares, depósitos de armas e centros de comando e controle, com foco na Guarda Revolucionária iraniana, afirmaram especialistas consultados.
O histórico recente inclui a autorização, no primeiro mandato (2017, 2018, 2019, 2020, 2021), para operações que eliminaram líderes como o comandante Qassem Soleimani, ação que elevou tensões entre Washington e Teerã.
Além de instalações, fontes citam a possibilidade de ações contra o alto escalão do regime, numa escalada que pode provocar respostas militares ou assimétricas do Irã e de seus aliados na região.
Medidas econômicas e pressão sobre parceiros comerciais
Os Estados Unidos já anunciaram a imposição de tarifas de 25% sobre qualquer país que fizer negócios com o Irã, medida que busca isolar economicamente o regime.
Países com laços comerciais com Teerã, como China, Rússia e Brasil, podem ser afetados pela nova cobrança, o que amplia o impacto econômico e diplomático das opções americanas.
Assessores na Casa Branca avaliam que sanções e restrições financeiras podem ser uma alternativa menos arriscada que operações militares diretas, para aumentar a pressão sem provocar confronto aberto.
Ataques cibernéticos e operações direcionadas ao aparato de segurança
Entre as opções não letais mais prováveis estão ataques cibernéticos a sistemas de comando e infraestrutura sensível, assim como operações contra o aparato de segurança interna que vem reprimindo manifestantes.
Um oficial americano disse ao The New York Times, sob anonimato, que medidas mais restritas, como um ataque cibernético ou ações contra unidades de segurança interna, são mais prováveis num primeiro momento.
Essas ações visam degradar a capacidade de controle do regime, sem necessariamente provocar baixas em larga escala, mas ainda assim podem intensificar a instabilidade interna e externa.
Riscos, diplomacia e resposta política
O presidente Trump chegou a afirmar, em mensagem na Truth Social, que a “ajuda” estava a caminho, e também anunciou a suspensão de todos os canais diplomáticos com Teerã, sinalizando que a opção diplomática pode estar sendo deixada de lado.
Internamente no Irã, protestos ganharam força, com registro de 96 manifestações em 27 das 31 províncias, enquanto o governo cortou o acesso à internet e manteve um apagão, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, HRANA.
Especialistas e parte da base política americana apoiam medidas duras, enquanto outros assessores alertam para os riscos de escalada, custos humanos e repercussões regionais e globais, incluindo a possibilidade de retaliação por proxies do Irã.
Em resumo, as principais linhas em análise são, de forma complementar, ações militares limitadas, sanções e tarifas, ataques cibernéticos e apoio indireto a opositores, cada uma com vantagens e riscos significativos para a estabilidade regional.