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Daniel Vorcaro alvo da PF na Operação Compliance Zero, 42 mandados e bloqueio de R$ 5,7 bilhões, buscas vinculadas ao Banco Master e ao BRB em cinco estados

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Operação apura venda de carteiras sem lastro ao BRB e possível uso de fundos para lavagem, com mandados em São Paulo, Bahia, Minas, RS e Rio de Janeiro

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teve endereços dele, de familiares e de aliados alvo de buscas nesta quarta-feira, quando a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero.

A ação cumpriu 42 mandados de busca e apreensão e resultou no bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens, segundo as autoridades, em diligências em ao menos cinco estados.

As medidas da PF visam, conforme investigação, interromper a atuação da organização e assegurar a recuperação de ativos relacionados a operações com o BRB e a fundos suspeitos de lavagem de dinheiro, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.

O que a Polícia Federal diz sobre a nova fase da investigação

Em nota, a PF afirmou que “A segunda fase da Operação Compliance Zero, com o objetivo de apurar a prática dos crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais”.

Os despachos que autorizaram a operação foram assinados pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, e houve menção dele ao atraso no cumprimento das medidas, com críticas ao cumprimento tardio das ordens.

Toffoli chegou a registrar que “Causa espécie a esse relator não só o descumprimento do prazo por mim estabelecido para cumprimento das medidas cautelares ordenadas”, apontando também a “falta de empenho no cumprimento da ordem judicial”.

Alvos, apreensões e bloqueios

Os mandados atingiram endereços ligados a Vorcaro, a seus familiares e a investidores, incluindo escritórios de gestoras de fundos na Avenida Faria Lima, em São Paulo, apontada como área central do mercado financeiro.

Entre os bens apreendidos estão aparelhos celulares, carros, artigos de luxo, eletrônicos, armas, munições, dinheiro em espécie e documentos, de acordo com relatórios da PF.

Além das apreensões, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens, medida que a investigação diz ser necessária para garantir a recuperação de ativos e a continuidade das apurações.

Suspeitas sobre operações com o BRB e vínculos a fundos

As investigações, conforme apurado anteriormente, apontam que Vorcaro é suspeito de organizar um esquema para vender carteiras de crédito sem lastro ao Banco de Brasília no valor de R$ 12 bilhões, revelado na primeira fase da investigação.

Fontes ouvidas pela apuração indicam que a PF atua em duas frentes, uma relacionada às irregularidades envolvendo a operação com o BRB, e outra sobre possível envolvimento com fundos que teriam servido para lavar dinheiro para organizações criminosas.

Empresários como Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-CEO da Reag Investimentos, também constam entre os alvos desta fase, e há menção a fundições que já estiveram na mira em operações anteriores.

Prisões, detenções e reações

O cunhado de Vorcaro, Fabiano Campos Zettel, chegou a ser detido no Aeroporto de Guarulhos ao tentar embarcar para os Emirados Árabes Unidos, e foi liberado posteriormente, segundo informações da investigação.

Em resposta ao bloqueio de bens, o Banco de Brasília afirmou que a ordem judicial “contribui para esse objetivo, pois o bloqueio de bens amplia as chances de devolução dos recursos ao BRB, fortalecendo as medidas de recuperação”.

A defesa de Daniel Vorcaro informou que “tomou conhecimento da medida de busca e apreensão e reafirma que o Sr. Vorcaro tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes. Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência”.

Próximos passos e contexto institucional

O ministro Toffoli determinou sigilo sobre parte do caso e estabeleceu que novas diligências relacionadas ao inquérito só poderão ser realizadas com autorização prévia da Corte, em razão da suspeita de envolvimento de pessoas com foro privilegiado.

Há expectativa no meio jurídico de que o sigilo total seja levantado ainda nesta tarde, o que deve permitir a divulgação de mais detalhes sobre as provas, os alvos e o alcance do bloqueio de R$ 5,7 bilhões.

As autoridades afirmam que as medidas visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações, e as apurações seguem em curso.

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