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Inflação dentro do limite da meta é mérito do Banco Central, IPCA de 2025 fecha em 4,26% graças à política monetária enquanto gasto público acelera

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Banco Central segurou a alta de preços com juros mais altos, mesmo com o governo estimulando consumo e despesas, e agora enfrenta o desafio de conter novos pacotes de gasto

Inflação dentro do limite da meta virou mérito atribuído ao Banco Central, após o IPCA de dezembro de 2025 acelerar na comparação mensal, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses caiu para 4,26%.

O resultado só foi possível porque o BC adotou uma política monetária contracionista, elevando juros para frear demanda, enquanto o governo expandiu gastos para impulsionar crescimento.

Os dados e as análises foram compilados a partir das informações publicadas pela Gazeta do Povo, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.

Como os números demonstram a mudança

O IPCA de dezembro de 2025 registrou 0,33%, contra 0,18% em novembro, porém como dezembro de 2024 tinha sido 0,52%, o acumulado de 12 meses caiu 0,2 ponto percentual, e o índice fechou o ano em 4,26%.

O Conselho Monetário Nacional estabelece a meta em 3%, com 1,5 ponto percentual de tolerância para cima ou para baixo, e o resultado de 4,26% ficou abaixo do limite máximo de tolerância, conhecido erroneamente como “teto da meta”.

Por que o Banco Central recebeu o crédito

Especialistas e analistas destacam que a redução do IPCA para dentro da banda de tolerância foi fruto da ação do Banco Central, que elevou juros para desaquecer a economia e reduzir crédito e demanda.

Sem essa política monetária contracionista, a inflação poderia ter seguido mais alta, especialmente considerando que o acumulado havia chegado a 5,53% nos 12 meses até abril de 2025.

O papel do governo e os riscos à frente

O governo federal, segundo a análise, adotou política fiscal expansionista durante 2025, ampliando consumo das famílias e despesas públicas para impulsionar crescimento, o que pressionou preços.

Em busca de reeleição, o presidente anunciou possíveis novos pacotes de gasto e ampliou programas sociais, medidas que podem reaquecer a demanda, e assim elevar risco de reversão do controle inflacionário.

Frases e sinais políticos

O presidente comemorou o dado, escrevendo em suas redes sociais, “Há um ano, o mercado dizia que íamos fechar 2025 com inflação de 5%, fora da meta. Hoje, o IBGE confirma que os pessimistas estavam errados: encerramos o ano com IPCA de 4,26%, o menor índice desde 2018 e dentro da meta estabelecida para nossa economia. Esse dado confirma: teremos em quatro anos a menor inflação acumulada da história. Resultado de uma política econômica séria, que faz o Brasil crescer, distribuir renda e considera, em primeiro lugar, o bem-estar do povo brasileiro”.

Embora o presidente tenha atribuído o resultado a uma “política econômica séria”, a análise em comum relatório e opinião pública aponta que a contensão da inflação se deveu principalmente à atuação do Banco Central, que em 2026 não precisará enviar carta ao ministro da Fazenda explicando eventual descumprimento da meta, pela primeira vez neste terceiro mandato do presidente, caso a inflação permaneça dentro da banda.

O desafio agora é conciliar a manutenção do controle inflacionário pelo Banco Central com a pressão por maior gasto público, sem comprometer contas públicas e sem abrir espaço para nova alta de preços.

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