Delcy Rodríguez anunciou a saída de Álex Saab e a fusão dos ministérios da Indústria e Comércio, com Luis Antonio Villegas assumindo a nova pasta
Álex Saab, empresário nascido na Colômbia e aliado próximo de Nicolás Maduro, foi demitido do cargo de ministro da Indústria na sexta-feira, 16, em meio a uma reorganização administrativa promovida por Delcy Rodríguez.
A mudança fez parte da fusão dos ministérios da Indústria e do Comércio, e a nova pasta será comandada por Luis Antonio Villegas, oficial de carreira da Guarda Nacional Bolivariana.
Segundo a publicação da autoridade nas redes sociais, Rodríguez agradeceu a Saab e afirmou que ele “assumirá novas responsabilidades”, sem detalhar quais, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.
Prisão, acusações e acordo com os EUA
Álex Saab foi preso em 2020, em Cabo Verde, e extraditado para os EUA, onde enfrentou acusações de lavagem de dinheiro relacionadas a contratos de importação do governo venezuelano.
Em 2023, foi libertado como parte de um acordo que envolveu a libertação de cidadãos americanos detidos pela Venezuela, e, em outubro de 2024, Maduro o nomeou ministro.
Motivação e reação internacional
Fontes indicam que a decisão de Delcy Rodríguez foi motivada por forte pressão do governo americano, que apontava Saab como um “laranja” em esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro ligados ao regime chavista.
A troca é vista por analistas como uma tentativa do governo venezuelano de reduzir atritos diplomáticos, sem admitir publicamente mudanças na linha política interna.
Quem é o novo ministro e o que muda
Luis Antonio Villegas, oficial da Guarda Nacional Bolivariana, assume a nova pasta resultante da fusão entre Indústria e Comércio, numa sinalização de maior militarização ou de controle institucional da área econômica.
O movimento pode alterar prioridades nas políticas de importação e produção industrial, e está cercado de incertezas sobre quais responsabilidades serão atribuídas a Saab, conforme informou Delcy Rodríguez.
Implicações políticas internas
A saída de Álex Saab pode provocar reacomodações na base de apoio de Maduro, e também alimentar críticas de opositores que cobram transparência e responsabilização por casos de corrupção.
O caso permanece em foco por ligar decisões internas do governo venezuelano a pressões externas, e por mostrar como acordos diplomáticos, como o de 2023, seguem influenciando nomeações e rearranjos no Executivo.