No trecho de Adamuz, em Córdoba, o descarrilamento de trem provocou colisão com outro comboio, resultando em dezenas de mortos, feridos e bloqueio das linhas enquanto equipes atuam no local
Três vagões de uma composição de alta velocidade saíram dos trilhos e invadiram a via oposta, colidindo com outro trem que passava no momento do acidente.
As operações de socorro seguem durante a noite, com equipes de emergência, iluminação e apoio psicológico para familiares nas estações afetadas.
Conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo, o acidente deixou, até o fim da noite de domingo, um balanço trágico e mobilizou autoridades locais e nacionais.
O que ocorreu
Um trem da operadora Iryo, que partiu no fim da tarde de Málaga com destino à estação de Puerta de Atocha, em Madri, sofreu o descarrilamento dos três últimos vagões, que transportavam 317 pessoas, e invadiu a via oposta em Adamuz, na província de Córdoba.
No exato momento do acidente, passava pelo local um trem Alvia, da Renfe, em direção a Huelva, e os vagões do Iryo colidiram contra os dois primeiros vagões do Alvia, que foram arremessados para fora dos trilhos.
Balanço de vítimas e socorro
As autoridades confirmaram que o desastre deixou pelo menos 39 mortos e que há ao menos 100 feridos, segundo os primeiros levantamentos oficiais.
A região da Andaluzia ativou o plano territorial de emergências, com uma força-tarefa composta por bombeiros, polícia local, instalações de comando avançado e equipes de iluminação, para permitir que os trabalhos de resgate continuem durante a madrugada.
Reações oficiais
O Ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, classificou o desastre como ‘terrível’.
O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, manifestou pesar e informou que o Executivo trabalha em coordenação total com os serviços de emergência, além de ter suspendido a agenda prevista para a segunda-feira, incluindo reunião com o líder da oposição, Alberto Núñez Feijóo.
Impacto nas estações e apoio às famílias
Em Huelva e nas estações principais da região, como Atocha em Madri, Córdoba, Sevilha e Málaga, o clima é de angústia, com familiares buscando informações e pontos de atendimento psicológico montados para prestar suporte.
As estações permanecerão abertas durante toda a noite para acolher passageiros afetados, e as investigações sobre as causas do descarrilamento de trem devem ser conduzidas pelas autoridades competentes nos próximos dias.