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Enamed 2025 Medicina Santa Catarina: UNC (Mafra) e Estácio (Jaraguá do Sul) recebem nota 1, fiscalização federal pode cortar vagas e Fies

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Resultados do Enamed 2025 apontam 17 cursos avaliados em Santa Catarina, duas instituições no conceito 1, sete com nota 4 e oito com nota 3, cenário que preocupa CRM-SC

Duas instituições de Santa Catarina ficaram no nível mais baixo da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica, o Enamed, e passaram para regime de supervisão do governo federal.

As consequências podem incluir a proibição de ampliar vagas, a suspensão do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o impedimento de novos ingressos de estudantes, medidas que afetam diretamente a oferta de médicos formados no estado.

Ao todo, 17 cursos de Medicina em Santa Catarina foram avaliados, nenhuma instituição catarinense obteve nota máxima 5, e no país 351 cursos foram analisados, com 107, cerca de 30%, considerados insatisfatórios, conforme informação divulgada pelo Ministério da Educação (MEC).

Quais cursos de SC receberam cada nota

As provas do Enamed foram aplicadas em 19 de outubro de 2025, em 225 municípios do Brasil. Em Santa Catarina, as duas instituições que receberam a nota 1 foram a Universidade do Contestado (UNC), em Mafra, e a Faculdade Estácio, em Jaraguá do Sul.

Sete cursos alcançaram nota 4: Unidavi (Rio do Sul), Unochapecó (Chapecó), Unesc (Criciúma), Unoesc (Joaçaba), Uniplac (Lages), Univali (Itajaí) e UFSC (Florianópolis).

Oito cursos ficaram com nota 3: Unifebe (Brusque), Uniarp (Caçador), Univille (Joinville), Unisul (Palhoça), Unisul (Tubarão), UFFS (Chapecó), UFSC (Araranguá) e Furb (Blumenau).

Sanções previstas e prazo para defesa

Com desempenho insuficiente, as instituições passam a integrar um regime de supervisão do governo federal. As sanções previstas incluem a proibição de ampliar vagas, a suspensão do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o impedimento de novos ingressos de estudantes.

As faculdades têm 30 dias para apresentar defesa antes que as medidas cautelares entrem em vigor, prazo no qual podem contestar os resultados ou solicitar análise técnica dos dados usados pelo Inep e pelo MEC.

Panorama nacional e posicionamentos

No país, o Enamed 2025 avaliou 351 cursos, dos quais 107 (cerca de 30%) foram considerados insatisfatórios, com notas 1 ou 2. As instituições públicas federais apresentaram média de proficiência de 83,1%, enquanto as estaduais atingiram 86,6%.

Os piores desempenhos médios foram registrados na rede municipal, com 49,7%, e na rede privada com fins lucrativos, com 57,2%. Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, o foco da supervisão será justamente nas instituições que ficaram abaixo do patamar de 60% de proficiência dos concluintes.

O Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina, o CRM-SC, avaliou que os resultados confirmam um problema estrutural no ensino médico, citando abertura indiscriminada de escolas sem infraestrutura adequada. O órgão declarou, exatamente, “Diante desse cenário, o CRM-SC defende a criação do Exame Nacional de Proficiência em Medicina (ProfiMed), como requisito obrigatório para o exercício da profissão”.

As duas instituições com nota 1 emitiram manifestações. A Universidade do Contestado afirmou que o desempenho no Enamed é uma “situação pontual” e que dados anteriores do Inep mostraram desempenho dentro da média, e informou que aguarda os dados detalhados para fazer uma análise técnica e apresentar recurso.

A Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul informou que não fará uma análise detalhada no momento, devido a uma “suposta divergência entre os dados apresentados pelo Inep/MEC em dezembro de 2024 e os utilizados na divulgação atual”, e que um posicionamento oficial depende de esclarecimentos sobre o tema.

O que vem a seguir

O Enamed foi instituído em abril de 2025 via portaria ministerial, como versão do Enade customizada para a carreira médica, e serve como termômetro da qualidade do ensino. Além do diagnóstico institucional, a nota do exame pode ser aproveitada em programas de residência vinculados ao MEC.

Com o prazo de 30 dias para defesa e pedidos de revisão, o próximo capítulo será a apresentação das contestações e a decisão do MEC sobre a aplicação das medidas cautelares, etapa que definirá se as sanções serão efetivadas ou suspensas.

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