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Liquidação do Will Bank decretada pelo Banco Central, retroativa a 24 de novembro: bloqueio no arranjo Mastercard, insolvência e vínculo com o Banco Master expostos

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Liquidação do Will Bank torna-se inevitável após descumprimento da grade de pagamentos com a Mastercard, deterioração patrimonial, e evidência de controle pelo Banco Master

O Banco Central decretou a liquidação do Will Bank nesta quarta, 21 de janeiro de 2026, em decisão que passa a valer retroativamente a 24 de novembro de 2025, segundo o ato publicado pela autarquia.

A medida atinge o banco digital ligado ao Banco Master, que estava em Regime de Administração Especial Temporária desde novembro de 2025, após a liquidação do Master e investigações sobre operações financeiras suspeitas.

O decreto cita descumprimento de compromissos com a Mastercard e a existência de risco econômico-financeiro e de vínculo de controle entre as instituições, gerando a ação do regulador, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.

Por que o Banco Central decidiu pela liquidação do Will Bank

Em nota, o Banco Central afirma, literalmente, “O Banco Central decretou hoje, 21 de janeiro de 2026, a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, controlada pelo Banco Master Múltiplo S/A, o qual vem operando sob Regime Especial de Administração Temporária (RAET) no contexto da liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, decretada em 18 de novembro de 2025.”

O BC também registrou que “Tornou-se inevitável a liquidação extrajudicial da Will Financeira, em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A., já sob liquidação extrajudicial”.

Segundo a autarquia, a solução por administração especial não se mostrou viável depois que, em 19 de janeiro de 2026, a Will Financeira deixou de cumprir a grade de pagamentos com a Mastercard e teve sua participação no arranjo bloqueada.

Dados financeiros e dimensão do impacto

Dados do Banco Central mostram que o Will Bank possuía R$ 14,1 bilhões em ativos, prejuízo de R$ 244,7 milhões e patrimônio líquido de cerca de R$ 300 milhões. A instituição detinha R$ 6,5 bilhões em aplicações a prazo, que poderão envolver o Fundo Garantidor de Crédito dependendo das apurações.

Na medição do terceiro trimestre de 2025, a controlada representava 0,57% do ativo total e 0,55% das captações do Sistema Financeiro Nacional, índices que ajudam a dimensionar o alcance da liquidação do Will Bank para os clientes e para o mercado.

Reações do Banco Master e da defesa de Daniel Vorcaro

O Banco Master divulgou nota afirmando que o Will Bank tinha “gestão própria” e que operou sob controle do conglomerado “regularmente” até 17 de novembro, quando passou a gestão do RAET para o Banco Central.

A defesa de Daniel Vorcaro declarou, no texto divulgado, que “a instituição mencionada possuía administração apartada, com gestão própria. O Sr. Vorcaro segue colaborando plenamente com as autoridades competentes, permanecendo à disposição para esclarecimentos.”

Próximos passos, medidas e contexto mais amplo

O ato do Banco Central nomeou como liquidante o técnico Eduardo Felix Bianchini, e determinou a indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-administradores, conforme previsto em lei. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, assinou o ato que tem efeitos retroativos a 24 de novembro de 2025.

O regulador informou que continuará as apurações e que o resultado poderá levar à aplicação de medidas administrativas e comunicações a autoridades competentes. A decisão ocorre em um contexto mais amplo de investigações que envolveram o Banco Master, detenção do banqueiro Daniel Vorcaro e suspeitas de fraudes na venda de carteiras de crédito ao BRB por R$ 12 bilhões.

Além do Will Bank, recentemente o Banco Central também decretou liquidações e regimes especiais em outras instituições, como a Reag Investimentos e a Advanced Corretora de Câmbio, em episódios que mostram maior vigilância sobre operações associadas ao caso Master.

As consequências práticas para clientes, credores e o mercado financeiro vão depender das apurações do liquidante e de eventuais acionamentos do Fundo Garantidor de Crédito, bem como das decisões administrativas e judiciais que possam decorrer das investigações.

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