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Cunhada de Toffoli nega participação do marido no Tayayá Resort, apesar de documentos apontarem Maridt com cotas e conexão ao caso Banco Master no STF

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A família de Dias Toffoli aparece em registros como sócia do Tayayá, mas cunhada diz desconhecer vínculo do marido, gerando dúvidas sobre a administração da Maridt

A cunhada do ministro Dias Toffoli negou que o marido tenha qualquer ligação com o resort de luxo Tayayá, situado no interior do Paraná.

Documentos oficiais, porém, mostram que a empresa da família, a Maridt Participações, chegou a deter cotas do empreendimento, o que deixou especialistas e leitores com questionamentos sobre a real participação familiar.

As informações foram reunidas a partir de apurações publicadas pelo Estadão e por reportagem da Gazeta do Povo.

Documentos e endereço

Registros apontam participação da Maridt e contradições sobre sede

Conforme a apuração do Estadão, A Maridt Participações chegou a deter cerca de um terço do Tayayá Resort, embora a sede administrativa da empresa conste em um imóvel simples em Marília, no interior de São Paulo.

O local registrado tem 130 metros quadrados, foi visitado por reportagem e mostra sinais de desgaste, com pintura rachada e pisos com problemas, contraste com o padrão esperado para um negócio milionário ligado a um resort de luxo.

Documentos da Junta Comercial de São Paulo indicam ainda que José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro, assinou como presidente da Maridt em operações envolvendo a venda de participações no Tayayá Administração e Participações e na DGEP Empreendimentos.

O e-mail associado ao registro da empresa remete às iniciais do irmão do ministro, segundo a apuração.

Negativas da família

Na casa em Marília, a equipe encontrou Cássia Pires Toffoli, esposa de José Eugênio, que negou conhecimento sobre qualquer ligação do marido com o resort ou sobre o uso da casa como sede da empresa.

Cássia afirmou, “Dá uma olhada na minha casa. Você está vendo a situação da minha casa? Eu não tenho nem dinheiro para arrumar as coisas da minha casa! Se você entrar dentro, vai ficar assustado. O que está lá [na Junta Comercial], eu não sei. Eu sei que moro aqui há 24 anos e não sei de nada que é sede [da Maridt] aqui. Aqui é onde eu moro”, conforme reportagem da Gazeta do Povo.

O marido, apresentado por ela como engenheiro eletricista, estava viajando a trabalho e, segundo Cássia, nunca comentou sobre participação em negócios envolvendo o Tayayá.

Outro irmão do ministro, José Carlos Toffoli, que já foi registrado como presidente da Maridt, limitou-se à frase “até logo, passar bem” quando procurado na residência, segundo a reportagem.

Venda de cotas e ligação com casos em investigação

Em fevereiro de 2025, a Maridt vendeu integralmente suas participações no resort por valores que somaram cerca de R$ 3,5 milhões, encerrando formalmente sua ligação com o empreendimento, conforme apuração do Estadão.

Parte das cotas já havia sido vendida em 2021 a um fundo ligado ao pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso do Banco Master.

Ministro Dias Toffoli é o relator do caso do Banco Master no STF, informação que elevou a atenção sobre possíveis conexões entre o resort, os acionistas e autoridades ligadas ao processo.

A PHB Holding, do advogado Paulo Humberto Barbosa, foi apontada como compradora das cotas da Maridt em fevereiro de 2025, segundo a apuração, e tem histórico de atuação em causas tributárias para grandes grupos empresariais.

Repercussão e pedidos de esclarecimento

A Gazeta do Povo procurou o ministro Dias Toffoli para comentar esta nova apuração e aguarda retorno. Ao Estadão, ele não se pronunciou.

Especialistas em compliance e direito administrativo consultados pelas reportagens afirmam que a sobreposição entre interesses familiares e empreendimentos citados em processos sensíveis exige transparência, e que documentos societários e registros públicos devem ser objeto de verificação por autoridades competentes.

A investigação sobre as ligações societárias, vendas de cotas e eventuais cruzamentos com processos judiciais deverá prosseguir conforme órgãos de controle e, se for o caso, autoridades responsáveis solicitarem diligências adicionais, segundo as fontes ouvidas pelas reportagens.

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