Marcos Pereira afirma que a direita está dividida sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro, elogia Tarcísio de Freitas como opção mais ao centro, e ressalta que ainda há tempo para articulações
O presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira, disse que a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto não reúne consenso entre líderes do campo conservador.
Pereira destacou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é sua preferência pessoal, por representar um perfil mais ao centro, e que há outros nomes em disputa no entorno da direita.
As declarações foram dadas em entrevista à Jovem Pan News, em um contexto de articulações internas e críticas entre aliados, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.
Divisão no campo conservador
Segundo Marcos Pereira, a base da direita ainda não está fechada em torno de Flávio Bolsonaro, apesar do senador ter recebido o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro para ser o nome do campo conservador.
Em suas palavras, “Por enquanto, [a direita] não está com Flávio Bolsonaro, não está tudo certo ainda… Não acho que está fechado. Pelo contrário, está dividido”, frase que evidencia a disputa interna sobre quem deve liderar a chapa presidencial.
Preferência por Tarcísio e avaliação do Republicanos
Pereira afirmou que, se pudesse escolher individualmente, optaria por Tarcísio Gomes de Freitas pela competência e por um perfil mais equilibrado, mais ao centro.
“Olha, se eu pudesse escolher individualmente, nem é porque o Tarcísio é membro do Republicanos, não, é porque ele é competente, ele é mais ao centro, é mais equilibrado, não tenha dúvida de que o meu candidato seria o Tarcísio Gomes de Freitas”, disse o dirigente.
Outros nomes em jogo
O deputado citou ainda que governadores como Ratinho Junior, do Paraná, Romeu Zema, de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado, de Goiás, mostram intenção de disputar, o que amplia a fragmentação do bloco conservador.
Embora o governador paulista tenha garantido que tentará a reeleição e afirmou que apoiará Flávio na disputa presidencial, a avaliação de Pereira é de que ainda há tempo para novas articulações e para que o quadro se reconfigure.
Implicações para a eleição
A divisão interna pode atrasar a formação de uma candidatura unificada do campo conservador, e a preferência declarada por lideranças como Marcos Pereira aponta para uma possível busca por um nome de consenso.
Enquanto os acertos e apoios seguem sendo negociados, a disputa entre nomes do mesmo espectro político tende a marcar as próximas semanas de pré-campanha, com impacto na estratégia e na capacidade de unificação.