Petro diz que os Estados Unidos devem devolver Maduro para que seja julgado na Venezuela, acusa ação de agressão e argumenta que o julgamento deve ocorrer em solo venezuelano
O presidente colombiano, Gustavo Petro, afirmou que o governo dos Estados Unidos precisa enviar o ex-ditador de volta à Venezuela para que responda à Justiça local, em vez de ser processado em território americano.
Petro criticou a operação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro por forças americanas no dia 3, e disse que a resposta entre países não pode passar por ataques contra populações vulneráveis.
O mandatário também insistiu que os mecanismos judiciais devem respeitar a soberania dos Estados, e que a saída é a devolução para julgamento na Venezuela, conforme informação divulgada pelo El Tiempo.
Declarações de Petro e críticas à operação
Durante evento em Bogotá no dia 7, Petro fez duras críticas à ação que levou à detenção de Maduro, afirmando, exatamente, “A maneira de superar isso [diferenças entre países] não é lançando mísseis contra os pobres. Bombardear Caracas, a terra natal de [Simón] Bolívar”.
O presidente colombiano, em defesa de processos locais, declarou também, na mesma fala, “[Os mecanismos judiciais de cada país] são iguais, mas ele [Maduro] precisa ser devolvido e julgado em um tribunal venezuelano, não em um americano”.
Contexto da captura e acusações nos Estados Unidos
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram levados para Nova York, onde respondem a acusações federais, listadas como narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos.
Ao mesmo tempo, o texto das fontes recorda que “a Justiça da Venezuela é aparelhada pelo chavismo, inclusive referendou a fraude na eleição presidencial de 2024 que manteve Maduro no poder”, observação que contextualiza a posição de Petro e as críticas sobre quem deve julgar o caso.
Tensão regional e diálogo com Washington
Após a captura, o presidente americano, Donald Trump, chegou a sugerir uma possível operação militar na Colômbia, o que elevou a tensão entre Bogotá e Washington.
Em resposta, Petro chamou Trump de “senil” e afirmou que estaria disposto a “pegar em armas” para defender o país, expressões que ressaltaram a gravidade do episódio, mas a diplomacia avançou e, depois de uma conversa por telefone no dia 7, a relação foi amenizada.
Próximos passos e repercussão
Petro será recebido por Trump na Casa Branca na terça-feira, dia 3, encontro que pode servir para acalmar o episódio e tratar de passos diplomáticos sobre o destino de Maduro e as implicações para a região.
Enquanto isso, o debate sobre se Maduro deve ser julgado nos Estados Unidos ou devolvido à Venezuela segue no centro das discussões, com o presidente colombiano defendendo a **devolução de Maduro** e o julgamento em um **tribunal venezuelano**, posicionamento que deve continuar repercutindo em Brasília, Bogotá, Caracas e Washington.