Use o salário não é mesada como matéria-prima para investir, automatizar aportes e criar reservas, evitando dívidas e dependência do próximo depósito
Receber o pagamento no fim do mês e gastar tudo até o próximo depósito é uma prática comum, que mantém muitas pessoas no limite e vulneráveis a imprevistos.
Tratar o salário como mesada impede a formação de reservas e a construção de renda futura, tornando difícil aproveitar oportunidades e enfrentar emergências.
Separar uma parte do pagamento para investir, mesmo que modesta, é o primeiro passo para disciplinar o orçamento e gerar fluxo de caixa no futuro, conforme informação divulgada pelo UOL.
O ciclo da mesada adulta e por que ele prejudica
A cena é repetida: o trabalhador paga contas, compra o necessário e os supérfluos e chega ao fim do mês sem nada guardado. Essa rotina alimenta o endividamento, porque a falta de liquidez leva ao uso de crédito diante do menor imprevisto.
Há explicações culturais e práticas para esse comportamento. Em muitas famílias, a mesada das crianças não vem acompanhada de educação financeira que mostre a importância de guardar e acompanhar rendimentos, reforçando o hábito de consumo imediato.
Também existe a necessidade real de atender demandas do dia a dia, porém, quando se ignora o futuro e deixa de formar reserva, cresce a vulnerabilidade. No Brasil, segundo o material analisado, quase 80% das famílias estão endividadas.
Transforme o pagamento em fluxo de caixa: exemplos práticos
O salário deve ser visto como matéria-prima para construir fluxo de caixa futuro. Separar um percentual do rendimento para aplicar é o que, ao longo do tempo, gera renda recorrente, seja por meio de ações, fundos imobiliários, títulos públicos ou previdência privada.
Imagine duas pessoas com o mesmo salário. A primeira gasta tudo em consumo, a segunda separa 10% para investir. Em alguns anos, a segunda terá criado um fluxo de caixa que ajuda a enfrentar imprevistos e reduz a dependência do salário mensal.
Para quem busca renda mensal, fundos imobiliários podem ser uma estratégia, pois pagam dividendos regulares. Outra alternativa é automatizar os aportes, evitando a tentação de gastar primeiro e investir depois.
No PagBank, por exemplo, é possível programar aplicações com liquidez diária, no PagBank esse tipo de aplicação tem liquidez diária, ou seja, caso haja uma emergência o dinheiro estará disponível para saque em no máximo um dia útil, o que traz segurança para montar uma reserva sem perder acesso ao dinheiro.
Como começar hoje sem complicação
O primeiro passo é reconhecer que salário não é mesada, ou seja, parte dele precisa ser destinada a futuro antes de ceder ao consumo imediato. Comece pequeno, com porcentagens que caibam no orçamento.
Automatize transferências no dia do recebimento para contas ou produtos de investimento, configure aportes mensais e revise gastos fixos para abrir espaço para aplicações. A disciplina cresce quando o processo é automático.
Considere, na sequência, montar um fundo de emergência, quitar dívidas com juros altos e direcionar recursos para ativos que gerem renda ou valorização, sempre avaliando o seu perfil e objetivos.
Urgência da mudança e impacto social
Tratar o pagamento como presente mensal alimenta um ciclo de dependência e vulnerabilidade. A mudança de mentalidade é urgente, porque, sem investimento, não há independência e sem fluxo de caixa futuro, não há tranquilidade financeira.
Adotar a ideia de que salário não é mesada é o primeiro passo para sociedade mais saudável financeiramente, com indivíduos menos endividados e mais capazes de aproveitar oportunidades sem depender apenas do próximo depósito.
As recomendações e exemplos apresentados aqui foram elaborados a partir do material da equipe de Research do PagBank divulgado pelo UOL, e visam orientar decisões, não constituindo recomendação única ou personalizada de investimento.