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Queda no Tesouro Direto assusta investidores, entenda a marcação a mercado, riscos para quem vende antes do vencimento e alternativas como Tesouro Selic

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Entenda a queda no Tesouro Direto, como a marcação a mercado derrubou preços de títulos prefixados e IPCA, e o que fazer se precisar resgatar antes do vencimento

Investidores do Tesouro Direto têm visto oscilações que reduziram o preço de vários títulos, gerando preocupação especialmente entre quem pensa em vender antes do prazo final.

As quedas atingem mais os papéis prefixados e os atrelados à inflação, porque a marcação a mercado atualiza diariamente o preço conforme as expectativas sobre juros futuros.

Nas linhas a seguir explicamos o que ocorreu, quem foi mais afetado e quais medidas adotar para reduzir riscos e preservar ganhos, conforme informação divulgada pelo UOL.

Por que os preços caíram

As variações de preço no Tesouro Direto estão ligadas à marcação a mercado, que reflete projeções das taxas de juros futuras. Quando o mercado ajusta as expectativas, o preço dos títulos muda.

“Quando o mercado passa a exigir juros mais altos para emprestar dinheiro ao governo, o preço dos títulos antigos (que pagam juros menores) cai”, explica Erich Zillner, consultor-sênior da Guardian Capital.

“Esses títulos têm sofrido uma desvalorização maior por conta da marcação a mercado”, explica o economista Jorge Ferreira dos Santos Filho, professor do curso de Administração da ESPM.

Em 2025 as taxas futuras chegaram a cair e valorizarem títulos antigos, mesmo com a Selic alta no ano passado (15% ao ano). No final de 2025 as taxas voltaram a subir, e em 2026 oscilações ligadas ao crescimento da dívida pública, perto de 80% do PIB, e à proximidade das eleições aumentaram a volatilidade.

Quem sentiu menos e por quê

Quem sentiu menos os efeitos da marcação a mercado foi o investidor do Tesouro Selic. O Tesouro Selic é pós-fixado, e acompanha a taxa básica da economia, o que o deixa menos sensível às projeções de juros.

Esse título pode apresentar rentabilidade ligeiramente negativa por um ou dois dias por causa do spread no mercado secundário, mas normalmente se corrige rápido, tornando-o a opção mais segura para quem quer evitar surpresas.

O que fazer, passo a passo

Uma regra prática, citada por especialistas, é clara, “Para não se preocupar com a marcação a mercado, o conselho é um só: não venda o título antes do vencimento.” Manter até o vencimento evita realizar perdas temporárias.

Se houver risco de precisar do dinheiro antes do prazo, evite títulos longos e voláteis. Como recomendado por especialistas, “Para quem pode precisar do dinheiro antes do vencimento, o importante é evitar títulos longos e mais voláteis, como o Tesouro IPCA+, de prazo elevado, dando preferência a opções mais estáveis, como o Tesouro Selic”, diz Zillner.

Em resumo, reveja prazos, diversifique entre prefixados, IPCA e Selic conforme sua necessidade de liquidez, e prefira prazos curtos se houver chance de resgate antecipado.

Quando a marcação a mercado deixa de importar

O efeito da marcação a mercado também diminui à medida que o título se aproxima da validade. Nesse caso, seu preço ruma em direção ao valor final prometido.

Por isso, para quem tem horizonte definido e pode esperar até o vencimento, as oscilações diárias tendem a ser irrelevantes para o retorno efetivo do investimento.

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