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Apagão em Cuba pode atingir recorde de até 63% do país no pico, após bloqueio do petróleo venezuelano e pressão de Trump que limita suprimentos

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Crise energética se aprofunda desde meados de 2024, com centrais avariadas, falta de divisas e medidas dos EUA reduzindo o abastecimento de combustível

Cuba enfrenta uma sequência de cortes de energia programados ao longo de todo o sábado, em um cenário que pressiona serviços e famílias em todo o país.

As interrupções chegam em meio a uma crise de longa duração, com termelétricas antigas e pouca capacidade de importar combustível devido à escassez de divisas.

A situação se deteriorou ainda mais após ações externas que restringiram o fornecimento de petróleo, elevando o risco de cortes mais longos, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.

Cenário atual e dados oficiais

Segundo a reportagem, “Cuba enfrenta apagões ao longo de todo o sábado, que deixarão simultaneamente até 63% do país sem energia elétrica no período de pico, a maior taxa já registrada no país desde 2022, quando os dados oficiais sobre apagões na ilha caribenha passaram a ser divulgados.” Esse número marca um recorde desde que as estatísticas passaram a ser publicadas.

O problema não é apenas técnico, ele se expande por limitações financeiras e logísticas, com distribuição de energia afetada em ampla escala.

Causas estruturais e avaliação de especialistas

De acordo com o texto, “A ilha atravessa uma grave crise energética desde meados de 2024, provocada por sucessivas avarias nas centrais termoelétricas obsoletas e pela escassez de divisas para importar combustível destinado à geração de energia.”

Além disso, “Especialistas independentes avaliam que a crise energética em Cuba decorre de um subfinanciamento crônico do setor, que permanece integralmente sob controle do Estado desde a Revolução Cubana, em 1959.” Essas avaliações apontam para problemas de manutenção e investimento de longo prazo.

Pressão internacional, restrições e reações

O texto registra que, “Após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, Washington intensificou a pressão para interromper o fornecimento de petróleo bruto da Venezuela a Cuba.”

Também foi destacado que “o governo Trump anunciou, na quinta-feira (30), a imposição de tarifas a países que vendam ou forneçam petróleo à ditadura cubana.” Em reação, “No Brasil, o PT defendeu o regime castrista e classificou a medida do presidente norte-americano como uma ‘ameaça criminosa’.”

Essas medidas externas agravam a falta de combustível, em um país que já enfrentava um déficit crônico de abastecimento.

Impactos econômicos e sociais

Os apagões têm efeitos diretos na economia e na vida cotidiana. Conforme a matéria, “Os apagões prolongados afetam diretamente a economia, que encolheu mais de 15% desde 2020, segundo dados oficiais, e têm servido de estopim para os principais protestos registrados no país nos últimos anos.”

A combinação de cortes, racionamento e inflação eleva a pressão sobre serviços essenciais e amplia o descontentamento público, enquanto governos e analistas monitoram a evolução do fornecimento de combustível e a resposta internacional.

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