Lá, os avanços que já estão mudando o cenário do tratamento do câncer já foram alterados. No entanto, encontramos um desafio urgente no Brasil. Como garantir que esses avanços atinjam seus, onde os pacientes ainda não têm acesso à imunoterapia, uma técnica praticada por pelo menos 10 anos na saúde complementar brasileira?
Inúmeros avanços foram apresentados no Congresso PMWC 2025. Avanços de precisão de oncologia em frentes eficientes. Entre as principais inovações, destaquei a química bioortogonal, uma abordagem inovadora que permite reações químicas dentro do corpo sem interferir nos processos biológicos naturais. Essa tecnologia abre o caminho para a ativação dos medicamentos objetivos ainda mais destinados a tumores.
Outro ponto proeminente foi o sequenciamento ultra -rare de DNA e RNA, com resultados em 24 horas. Os avanços no sequenciamento da nova geração (NGS) estão permitindo analisar o perfil molecular de um tumor em apenas 24 horas, permitindo decisões terapêuticas muito mais ágeis e precisas. Isso representa um grande salto para medicina personalizada, pois reduz drasticamente o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento.
A força da inteligência artificial
Os modelos avançados de inteligência artificial (IA) estão revolucionando a categorização patológica do câncer, que permite uma análise automatizada de biópsia que melhora a precisão dos diagnósticos e ajuda a definir o tratamento ideal para cada paciente. A IA pode detectar padrões sutis nas células tumorais que escapam da análise humana, garantindo diagnósticos mais rápidos e confiáveis.
Além disso, o escore de risco proteômico aparece como uma nova abordagem para o prognóstico. A ferramenta analisa a expressão de proteína associada ao câncer e calcula o risco de progressão da doença. Esse tipo de biomarcador permite uma personalização ainda maior do tratamento, indicando quais pacientes podem se beneficiar de terapias mais agressivas e quais podem evitar tratamentos desnecessários.
Esse novo mundo admirável nos encoraja e, ao mesmo tempo, desperta sentimentos contraditórios. Como médicos, estudamos, criamos estratégias de tratamento, trabalhamos no poço e na recuperação de nossos pacientes. É encorajador ver essa revolução tecnológica para o benefício da cura em diferentes frentes, no entanto, o desafio da democratização do acesso a nós e frustra.
Como trazer essas tecnologias para o sistema de saúde unificado? Apesar do enorme potencial dessas inovações, a realidade do Brasil ainda está longe desse cenário.
Logo após realizar as notícias no Vale do Silício, representando o Brasil como um dos cinco médicos brasileiros presentes no Congresso de Medicina de Precisão dos Estados Unidos, ele estava seguindo Belém do Pará para um seminário de Oncoguia, uma entidade de apoio para pacientes com câncer. O contraste entre os dois mergulhos foi gigante. Frustração como médico também. O abismo é imenso, já sabemos.
Os desafios na região da Amazônia são ótimos. E se estender às extensões continentais em todo o país. Com todos os esforços para implementar uma política nacional de prevenção e controle de câncer, a equidade está longe da realidade.
Em sua, que tem méritos louváveis, apesar de todas as dificuldades, a imunoterapia, que já faz parte do tratamento padrão para vários tipos de câncer nos países desenvolvidos, ainda não está disponível para a maioria dos pacientes do país nomear um exemplo. O mesmo vale para testes genéticos para a personalização do tratamento, que são restritos ao sistema privado nacional.
A implementação da medicina de precisão em seus rostos barreiras estruturais e econômicas e esse ponto de atendimento também estende a saúde complementar. O alto custo dessas tecnologias e a necessidade de infraestrutura adequada para uso são desafios que devem ser superados e enfrentam políticas públicas e decisões governamentais.
Além disso, o treinamento de profissionais treinados para interpretar dados genômicos e usar as ferramentas de IA na prática clínica continua sendo um gargalo no Brasil.
As previsões da Organização Mundial da Saúde de que o câncer excederão as doenças cardiovasculares em incidência e mortalidade em 2040 são conhecidas há anos. Mas, como emergência climática, as medidas para a reversão desse cenário são insuficientes. O PMWC 2025 mostrou que a oncologia de precisão não é mais uma promessa distante.
Já está transformando a vida dos pacientes em todo o mundo. Mas, para esses benefícios atingirem a população brasileira, é crucial investir em infraestrutura, treinamento vocacional e políticas públicas que facilitem a integração dessas tecnologias. Sem mencionar as necessidades do sistema de saúde complementar. Precisamos de políticas públicas que incentivem a adoção dessas tecnologias em seus programas de treinamento e para profissionais de saúde.
Sem isso, continuaremos a experimentar a desigualdade inaceitável no acesso a tratamentos contra o câncer. A Medicina de Precisão tem o poder de revolucionar a luta contra o câncer. Agora, nosso maior desafio é garantir que esse futuro seja acessível a todos, e não apenas uma parte privilegiada da população.