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Dias Toffoli confirma sociedade em resort no Paraná, nega relações financeiras com Daniel Vorcaro e detalha venda da Maridt ao Fundo Arllen e PHD Holding

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Ministro admite participação na Maridt que integrou o grupo Tayayá até 21 de fevereiro de 2025, e afirma que nunca recebeu valores de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado

Dias Toffoli confirmou, por meio de nota do gabinete, que fez parte do quadro societário da Maridt Participações, empresa que deteve cotas do resort Tayayá, em Ribeirão Claro, no interior do Paraná.

O ministro negou qualquer relação financeira ou de amizade íntima com o banqueiro Daniel Vorcaro, cujo celular foi alvo de quebra de criptografia pela Polícia Federal, e ressaltou que a participação societária foi vendida em operações registradas e declaradas à Receita Federal.

As informações foram divulgadas em nota do gabinete e aprofundadas em reportagem com base em documentos e depoimentos, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.

O que o gabinete disse sobre a Maridt

Na nota, o gabinete do ministro descreve a Maridt como empresa familiar, registrada e com declarações aprovadas junto à Receita Federal. O texto afirma, na íntegra, que “A Maridt é uma empresa familiar, constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado, prevista na Lei 6.404/76, devidamente registrada na Junta Comercial e com prestação de declarações anuais à Receita Federal do Brasil. Suas declarações à Receita Federal, bem como as de seus acionistas, sempre foram devidamente aprovadas.”

O documento também esclarece o enquadramento na Lei Orgânica da Magistratura, ao afirmar que “o magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador.”

Cronologia das vendas e quem comprou

Segundo o gabinete, a participação da Maridt no grupo Tayayá foi totalmente encerrada em duas operações sucessivas. A primeira venda ocorreu em 27 de setembro de 2021, para o Fundo Arllen, e o saldo remanescente foi alienado em 21 de fevereiro de 2025 à PHD Holding.

A nota informa que “a participação anteriormente existente foi integralmente encerrada por meio de duas operações sucessivas, sendo a primeira a venda de cotas ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a segunda a alienação do saldo remanescente à empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025.”

Reportagens citam que o Fundo Arllen pertence ao pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e que a PHD Holding é ligada ao empresário e advogado Paulo Humberto Costa, que atua para a JBS. Apurações apontam uma negociação de R$ 3,5 milhões na venda final.

Negativa sobre relações com Daniel Vorcaro

Sobre eventuais pagamentos ou favores, o gabinete é taxativo ao transcrever a nota: “Ademais, o Ministro desconhece o gestor do Fundo Arllen, bem como jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro. Por fim, o Ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel.”

O posicionamento chega após a Polícia Federal localizar citações e conversas envolvendo o nome de Vorcaro em mensagens apreendidas em celulares, material que integrou um relatório de quase 200 páginas entregue ao presidente do STF, Edson Fachin, pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues.

Contexto, contradições na família e próximos passos

Funcionários do resort e relatos de reportagem chegaram a apontar o nome do ministro entre os proprietários do empreendimento, enquanto familiares deram versões diferentes sobre a participação. A esposa, Cássia Pires Toffoli, afirmou desconhecer ligação do marido com o resort, e um dos irmãos, José Eugênio, confirmou a sociedade sem citar o ministro. O outro irmão, José Carlos, disse apenas “até logo, passar bem” ao ser questionado pela imprensa.

O gabinete ressaltou que todas as operações foram efetuadas dentro do valor de mercado e declaradas à Receita Federal, reafirmando que não há restrição nas informações prestadas. A nota também observa que “A ação referente à compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída ao Ministro Dias Toffoli no dia 28 de novembro de 2025. Ou seja, quando há muito a Maridt não fazia mais parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro.”

O caso segue em apuração, e o posicionamento oficial do ministro busca afastar suspeitas sobre a existência de relações financeiras com Daniel Vorcaro. Fontes e documentos citados na reportagem indicam que novas informações podem surgir conforme avançam as investigações e a checagem da documentação, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.

Apuração em andamento, a redação continuará acompanhando desdobramentos e eventuais respostas da Polícia Federal, do STF e de outras partes citadas na investigação.

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