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TRE-MG rejeita denúncias contra Nikolas Ferreira por postagens sobre urnas eletrônicas, decisão unânime mantém mandato e amplia debate sobre impulsionamento e desinformação

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Decisão do TRE-MG reapresenta argumentos contra ações que acusavam Nikolas Ferreira de atacar urnas eletrônicas, relator aponta ausência de ilícito eleitoral e citou dados de plataformas

Por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais rejeitou duas denúncias de 2022 apresentadas por Sara Rayane Azevedo, do PSOL, contra o deputado federal Nikolas Ferreira.

A acusação afirmava que o parlamentar usou suas redes sociais para atacar as urnas eletrônicas e as instituições democráticas, posicionando-o no que a denunciante chamou de ecossistema de desinformação bolsonarista.

O caso contou com diligências que envolveram a intimação do X e do Google para esclarecer impulsionamento pago de publicações, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.

O teor da decisão e a argumentação do relator

Para o relator, desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, “não há elementos suficientes para caracterização de ilícito eleitoral nas falas que, no máximo, podem ser consideradas politicamente reprováveis“.

O julgamento foi proferido por unanimidade, e o entendimento privilegia a análise técnica sobre a liberdade de manifestação política, mesmo quando as falas geram controvérsia pública.

Provas, diligências e pontos não acolhidos

Ao longo da investigação, o X e o Google foram intimados e forneceram informações sobre impulsionamento pago das postagens sobre as urnas, segundo as informações do processo.

Houve ainda pedido de quebra dos sigilos bancário e fiscal do deputado, contudo, esse pedido foi negado pela instância responsável, o que limitou parte das apurações financeiras.

Repercussão política e declarações do deputado

Em suas redes sociais, Nikolas Ferreira atribuiu o resultado à “tecnicidade e isenção” do TRE-MG, e parabenizou os magistrados pelo desfecho.

O deputado, que tem 29 anos, pretende disputar novamente uma vaga na Câmara dos Deputados, embora a idade o impeça hoje de concorrer ao Senado ou à Presidência, cargos para os quais seria necessário ter 35 anos.

Contexto público e possível desdobramentos

A decisão ocorre em meio ao aumento da visibilidade de Nikolas na direita, impulsionado pela chamada Caminhada da Liberdade, quando ele percorreu cerca de 260 km pela BR-040 entre Paracatu e Brasília.

Na caminhada, ele ganhou apoio político e popular, e defendeu a anistia aos presos de 8 de janeiro e a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro, posicionamentos que ampliaram seu espaço público e alimentaram debates sobre futuro político.

Cabe recurso da decisão do TRE-MG, e uma eventual reversão poderia levar à cassação do mandato e à inelegibilidade por oito anos, ponto que permanece como possibilidade processual enquanto houver instâncias superiores disponíveis.

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