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Por que o SUS não incorpora liraglutida e semaglutida após quebra de patente, questiona Abeso, e como tributos e limite orçamentário afetam o acesso

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Abeso diz que governo ignora inclusão de liraglutida e semaglutida no SUS, mesmo com versões mais baratas disponíveis, e aponta limitações orçamentárias e tributos

A discussão sobre o acesso a tratamentos para obesidade voltou a ser alvo de críticas a respeito das escolhas do Sistema Único de Saúde, com foco em medicamentos cujas patentes já caíram.

O diretor da Abeso defende que o caminho lógico seria incorporar primeiro as versões de menor custo e eficácia comprovada, antes de buscar novas quebras de patente.

Conforme informação divulgada pelo UOL.

Críticas da Abeso à estratégia do Ministério da Saúde

Abeso questiona que o governo não incorporou ao SUS medicamentos cuja patente já caiu, enquanto protege outras opções mais recentes.

No ano passado, nós tentamos incorporar no SUS as canetas que já tiveram a quebra de patente. Então, a liraglutida, a patente já caiu e o governo não incorporou. Agora, mês que vem, cai a patente da semaglutida e o governo não incorporou. Então, não tem lógica, numa sequência de medicações que têm benefícios e são mais estudadas, querer quebrar a patente de uma que chegou agora. Isso é a total falta de entendimento de como a ciência caminha., Alexandre Hohl

Preços, cópias no mercado e comparação com tratamentos inovadores

Segundo a Abeso, já existem cópias de liraglutida e semaglutida no mercado brasileiro, com preços menores do que medicamentos inovadores como o Mounjaro.

A justificativa do governo para não adotar esses tratamentos no SUS, apontou a entidade, tem sido a limitação orçamentária, apesar da disponibilidade de opções de menor custo.

Certamente a gente gostaria de ter todas as opções para o tratamento no Sistema Único de Saúde, mas não há lógica nenhuma de não colocar as que já quebraram a patente, que são de custo menor, no Sistema de Saúde, é o que deveria primeiro entrar., Alexandre Hohl

Tributos e impacto no preço final ao consumidor

A Abeso também chamou atenção para a composição do preço pago nas farmácias, lembrando que parte significativa do custo é formada por tributos, tema que deve entrar no debate sobre acesso.

Parte do custo de que o consumidor paga na farmácia é bem elevado, é o tributo. Então, na realidade, essa é uma discussão que tem que ser feita por esse caminho., Alexandre Hohl

Como acompanhar a cobertura e o debate público

O tema segue em discussão entre especialistas, gestores e pacientes, enquanto o público pode acompanhar reportagens e programas sobre mercado e saúde, como o Mercado Aberto, que vai ao ar no UOL e em plataformas parceiras.

A inclusão de liraglutida e semaglutida no SUS envolve decisões técnicas e orçamentárias, e, segundo a Abeso, priorizar medicamentos com patentes vencidas e preços mais baixos seria um primeiro passo para ampliar o acesso a tratamentos eficazes.

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