Vazamento de chaves Pix Agibank afeta 5.290 usuários entre 26 de dezembro e 30 de janeiro, Banco Central classifica incidente como de baixo impacto potencial
Agibank confirmou um incidente que expôs 5.290 chaves cadastradas no Pix, enquanto o proprietário do banco alcançou clara valorização patrimonial na mesma semana. A ocorrência gerou investigação do Banco Central, e o banco informou ter corrigido as falhas.
Segundo autoridades, os dados divulgados não incluem senhas, saldos ou informações de transações, e a comunicação aos clientes será feita apenas pelos canais oficiais do banco.
O caso coincide com a abertura de capital do Agibank na Bolsa de Nova York, e segue sendo apurado pelas autoridades competentes, com possibilidade de sanções administrativas.
conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo
Como ocorreu o vazamento e o alcance dos dados expostos
O Banco Central informou que o vazamento de dados ocorreu entre 26 de dezembro e 30 de janeiro, por meio de “falhas pontuais em sistemas” do Agibank, e descreveu o episódio como de “baixo impacto potencial“.
Os dados que vieram a público são cadastrais, limitando-se a nome do usuário, CPF com máscara, instituição de relacionamento, número da agência, número e tipo da conta.
Não há indicação de exposição de informações sensíveis, como senhas, transações ou saldos financeiros, segundo o BC.
Quem foi afetado e como será a notificação
De acordo com o Banco Central, as pessoas com dados expostos serão notificadas “exclusivamente por meio do aplicativo” ou do internet banking do Agibank.
O BC alerta que nem ele nem outras instituições estão autorizadas a usar canais alternativos, como SMS, e-mail ou chamadas, para informar usuários atingidos, e recomenda cautela diante de comunicações não oficiais.
Reação do Agibank e contexto do IPO
O Agibank declarou que o incidente foi “prontamente identificado e imediatamente corrigido“, acrescentando que adotou medidas técnicas e preventivas adicionais, e que “nenhum cliente teve impacto financeiro” até o momento.
O episódio ocorreu na mesma semana em que o banco, controlado pelo economista gaúcho Marciano Testa, abriu capital na Bolsa de Nova York, na quarta-feira, dia 11.
No IPO, o Agibank ofereceu 20 milhões de ações a US$ 12 cada, operação que permitiu captar US$ 240 milhões (R$ 1,3 bilhão), segundo a reportagem.
Com a operação, a instituição passou a ser avaliada em US$ 1,9 bilhão (mais de R$ 11 bilhões), e, como Testa detém pouco mais da metade do banco, sua participação passou a valer mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,5 bilhões), conforme apurado pela reportagem.
Próximos passos da investigação e possíveis sanções
O Banco Central informou que já adotou as ações necessárias para a apuração detalhada do caso, incluindo medidas sancionadoras previstas na regulação em vigor.
As penalidades podem variar de multas até a exclusão do sistema de pagamentos, caso sejam identificadas irregularidades graves.
Enquanto isso, o Agibank diz ter reforçado protocolos de monitoramento e realizado revisões internas, e mantém a comunicação aos clientes afetados por seus canais oficiais.
O caso do vazamento de chaves Pix Agibank segue sob acompanhamento, e novas informações serão divulgadas pelas autoridades e pela própria instituição conforme a investigação avançar.