HomeMundoPower bank e bateria no avião: guia completo sobre o que é...

Power bank e bateria no avião: guia completo sobre o que é permitido, limites em Wh, como calcular mAh para Wh, riscos de incêndio e regras para voar

Data:

Posts Relacionados

Entenda por que power banks não podem ser despachados, quais capacidades exigem autorização, como converter mAh em Wh e o que é proibido em voos comerciais

Levar um power bank ou outra bateria para viagem virou dúvida comum após reportagens sobre incidentes em voo, incluindo um caso recente de fumaça em pleno ar. As regras visam reduzir o risco de incêndio e facilitar ação rápida da tripulação.

O principal critério para saber se uma bateria pode embarcar é a capacidade, medida em watt-hora, indicada pela sigla Wh. Dependendo do valor, o dispositivo pode ser permitido, precisar de autorização da companhia aérea, ou ser proibido.

Este guia explica o que pode e o que não pode ser levado, como calcular a capacidade do seu power bank e quais itens têm restrição, conforme informação divulgada pelo UOL.

Como as regras funcionam na prática

As normas se baseiam na capacidade em Wh, com três faixas claras. Baterias com até 100 Wh são permitidas sem autorização. Entre 100 Wh e 160 Wh o transporte depende da aprovação da companhia aérea. Acima de 160 Wh o embarque em voos comerciais no Brasil é proibido.

Outra regra essencial é que baterias avulsas, incluindo power banks, não podem ser despachadas. Elas devem viajar na bagagem de mão e ser protegidas contra curto circuito, para que a tripulação possa agir em caso de falha.

Power banks, dispositivos e exemplos práticos

Dispositivos comuns, como celulares, notebooks e tablets, costumam ter baterias abaixo de 100 Wh, por isso podem ser levados na cabine ou despachados, embora a recomendação seja preferir a cabine. Relógios inteligentes e câmeras seguem a mesma lógica.

Para power banks, a regra é mais rígida, eles devem ficar na bagagem de mão. Até 100 Wh não exigem autorização, entre 100 Wh e 160 Wh geralmente são limitados a duas unidades por passageiro e precisam de aprovação, e acima de 160 Wh são proibidos.

Sobre conversão, a fórmula técnica é, exatamente, Wh = mAh × V ÷ 1.000. Um exemplo prático citado pela reportagem mostra que um power bank de 20.000 mAh com tensão de 3,7 volts equivale a cerca de 74 Wh, portanto dentro do limite permitido sem autorização.

O professor Fernando Catalano explicou ainda, “Até cerca de 27.000 mAh , geralmente está dentro do limite de 100 Wh. Acima disso pode ter restrições. Se no rótulo já aparecer Wh, use esse número ele é o oficial. Leve sempre o power bank na bagagem de mão (nunca despachado pois sua bagagem pode ser retida)“.

Itens com regras específicas e exemplos de proibição

Drones, filmadoras profissionais e baterias maiores também seguem a regra em Wh. Se a bateria for removível, ela deve seguir as regras de baterias avulsas e viajar na cabine, protegida contra curto circuito.

Patinetes elétricos e scooters geralmente têm baterias acima de 160 Wh, por isso, em regra, não podem ser transportados em voos comerciais. Cigarros eletrônicos e vapes só podem ser levados na bagagem de mão, e é proibido usá-los ou recarregá-los durante o voo.

Em casos de baterias de lítio metálico, a classificação usa a quantidade de lítio em gramas. O limite permitido é de até 2 gramas por bateria, com regras distintas se estiver entre 2 e 8 gramas, conforme o tipo do aparelho.

Riscos, dados e recomendações finais

As baterias de lítio preocupam por risco de descontrole térmico, que pode causar fumaça, fogo e liberação de gases tóxicos. Incêndios envolvendo lítio não devem ser apagados com água, e exigem extintores específicos para metais combustíveis.

Segundo os dados mencionados na matéria, “Ocorrências relacionadas a baterias praticamente dobraram em seis anos. Em 2024, houve uma média de três episódios de superaquecimento de baterias do tipo em voos no mundo a cada quinzena, quando em 2018 era pouco menos de um por semana, de acordo com apuração da Reuters“.

Houve também relatos de passageiros como no caso em que “Um caso envolvendo Regina Casé em 2022 fez a apresentadora sair do avião que a levaria para Portugal para remover uma bateria de celular que havia despachado em uma mala“, mostrando que erros de despacho ainda acontecem.

Antes de viajar, verifique o rótulo do seu power bank ou dispositivo, calcule a capacidade em Wh se necessário, e, em caso de dúvida, consulte a companhia aérea ou a Anac. Leve sempre baterias sobressalentes na bagagem de mão, proteja terminais contra curto circuito, e prefira não despachar equipamentos que contenham baterias.

Recentes

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

O Informativo Brasil
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.