Desaprovação a Lula atinge 51,5% em fevereiro, aprovação registra queda de 2,1 pontos em um mês, levantamento ouviu 4.986 pessoas em todo o país
Uma nova rodada da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostra aumento da desaprovação a Lula neste mês, enquanto a aprovação do presidente registra queda acentuada em apenas 30 dias.
Os números indicam mudança estatística na avaliação do governo, com variações que, em alguns itens, superam a margem de erro do levantamento.
O levantamento foi realizado em todas as regiões do país e traz detalhes sobre faixas etárias, renda e regiões onde a rejeição é mais forte.
conforme informação divulgada pela AtlasIntel/Bloomberg.
Resultado geral e variação mensal
Segundo o levantamento, a desaprovação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 51,5%, ante 50,7% em janeiro. Já a aprovação caiu para 46,6%, ante 48,7% no mês anterior, e os que responderam não sabe chegaram a 1,8%, ante 0,6%.
A pesquisa ouviu 4.986 pessoas entre os dias 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de 1 ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-07600/2026.
Perfil demográfico da desaprovação
A AtlasIntel aponta que a desaprovação a Lula é maior entre homens, entre 16 e 44 anos, entre quem tem renda de até R$ 5 mil e entre moradores do Centro-Oeste e do Sudeste.
Esses recortes mostram que a mudança na avaliação não é homogênea, e concentra-se em segmentos específicos do eleitorado.
Avaliação por conceito e contexto
No detalhamento por conceito, a classificação como ruim/péssimo ficou em 48,4%, ante 48,5% em janeiro. A avaliação ótimo/bom caiu para 42,7%, ante 47,1%, e a faixa regular subiu para 8,9%, ante 4,4%.
Nesta rodada, a AtlasIntel não avaliou os motivos da alta da desaprovação e da queda da aprovação. Em pesquisas anteriores, o instituto registrou aumento da preocupação com segurança pública e corrupção, enquanto o desempenho da economia chegou a aparecer com melhora ao longo do ano passado.
O que acompanhar
Analistas e agentes políticos devem observar a continuidade dessa tendência em próximas pesquisas, e se as preocupações apontadas anteriormente, como segurança e corrupção, voltam a ganhar peso entre os eleitores.
O recuo na aprovação e a alta da desaprovação podem influenciar o cenário político e a agenda do governo nos próximos meses, especialmente em segmentos onde a rejeição já é mais intensa.