Repercussão internacional ao ataque dos EUA ao Irã envolve ONU, França, Rússia e aliados, com alertas sobre risco de guerra regional e apelos por negociações imediatas
Nas primeiras horas após o ataque, líderes de vários países divulgaram comunicados e mensagens públicos demonstrando preocupação com a escalada da violência.
O episódio inclui bombardeios que atingiram Teerã e outras cidades iranianas, e ações de retaliação por parte de forças iranianas, segundo relatos e imagens divulgadas.
No cenário diplomático, aumentam os pedidos por contenção e retorno à negociação para evitar sofrimento civil e desestabilização regional,
conforme informação divulgada por agências internacionais, incluindo Efe e Reuters.
Reações de países e organismos internacionais
A Rússia condenou o ataque e, em comunicado do Ministério de Relações Exteriores, afirmou que “Não deixa dúvidas de que este é um ato planejado e não provocado de agressão armada contra um Estado soberano e independente, membro da ONU”, em referência ao incidente.
O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, publicou em sua conta no X, “Os EUA têm só 249 anos. O Império Persa foi fundado há mais de 2500 anos. Vamos ver o que acontece em coisa de 100 anos…”, e criticou as ações do presidente norte-americano, chamando-as de dissimulação.
O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, também repudiou os ataques e as respostas iranianas, alertando que “em qualquer conflito armado, são os civis que, em última instância, pagam o preço mais alto”.
Posições de líderes europeus e aliados
O presidente francês Emmanuel Macron disse que a “a atual escalada” no Oriente Médio é “perigosa para todos” e que “precisa parar”, pedindo uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.
Em outra mensagem, Macron afirmou que “o início de uma guerra entre os EUA, Israel e Irã” teria “graves consequências para a paz e a segurança internacionais”, e pediu que o regime iraniano aceite iniciar negociações.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, declarou apoio ao que chamou de ações dos Estados Unidos contra o Irã, dizendo que o país é “a principal fonte de instabilidade e terrorismo em todo o Oriente Médio”, e reafirmou “o direito de Israel de se defender”.
O ministro de Relações Exteriores da Bélgica, Maxime Prévot, afirmou que compreende os motivos de segurança e a “frustração prolongada” que levaram ao ataque, mas acrescentou que a força militar “deve sempre ser o último recurso, em conformidade com o direito internacional”.
Impacto humanitário e próximos passos diplomáticos
Autoridades de vários países já emitiram alertas e recomendações a seus cidadãos no Irã, e o governo da Espanha pediu que seus 158 cidadãos no país deixem o território, elevando a classificação de risco para o nível mais alto de aviso de viagem.
Organismos internacionais e governos insistem que bombas e mísseis não são solução, e que negociações são necessárias para evitar mais mortes, destruição e sofrimento humano.
A situação segue em apuração, com relatos sobre danos e movimentações militares sendo atualizados por agências internacionais, enquanto chancelerias discutem convocação de reuniões multilaterais e medidas diplomáticas para conter a crise.