Entre Santos Inocentes e Epifania, a narrativa bíblica inspira apelo para que a Verdade, segundo colunista, conduza decisões sobre ADPF 1141 e cesse a morte de inocentes
Nos dias que separam o Natal da Epifania, a liturgia e as festas religiosas voltam a trazer perguntas sobre poder, consciência e proteção da vida.
Um colunista ligado ao movimento pró-vida relacionou símbolos cristãos, como os Santos Inocentes e os Reis Magos, ao papel do Judiciário e, especialmente, ao comportamento do ministro Alexandre de Moraes.
O texto, que discute a ADPF 1141 e os riscos à vida dos nascituros, foi publicado na Gazeta do Povo, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.
Contexto litúrgico e dados históricos citados
O artigo lembra datas e narrativas religiosas que marcam o período, começando pelo dia 28 de dezembro, quando se celebra a festa dos Santos Inocentes, referência ao episódio em que, segundo o Evangelho de São Mateus, o rei Herodes mandou matar crianças abaixo de dois anos.
Sobre a população de Belém na época, a peça cita dados demográficos para dimensionar a tragédia, dizendo, textualmente, ‘Estimativas demográficas informam que Belém era uma pequena aldeia na época do nascimento de Jesus, com uma população estimada entre 300 e 1.000 habitantes e que, com base na taxa de natalidade da época, o número real de meninos de até dois anos de idade seria de 6 a 20 crianças assassinadas’.
Na avaliação do colunista, além dos Santos Inocentes, a festa de 6 de janeiro, dos Reis Magos, inspira reflexões sobre sabedoria, direção e a capacidade de reconhecer a Verdade quando ela se apresenta.
Sobre os próprios magos, o texto transcreve que ‘A Tradição Católica Romana fala em três; a Tradição das Igrejas Orientais, em doze; uma antiga pintura no cemitério dos Santos Pedro e Marcelino mostra dois; uma que está nas Catacumbas de Domitila apresenta quatro; e um vaso no Museu Kircher revela oito magos’, para mostrar a plasticidade da tradição.
A analogia com Alexandre de Moraes e a chegada ‘do Oriente’
O colunista estabelece uma analogia entre os magos e o ministro, argumentando que, embora não seja rei, Alexandre de Moraes ocupa posição de grande autoridade no cenário jurídico-político brasileiro.
Um elemento usado pela coluna para reforçar a comparação é a informação de que, ‘segundo as notícias, ele passou o réveillon em Dubai’, comentário que liga simbolicamente a origem oriental dos magos ao momento do ministro.
O autor sugere que, assim como os magos foram guiados por uma estrela e mudaram seu rumo depois de encontrar a Verdade, autoridades públicas também deveriam abandonar certezas prévias para acolher a Verdade e, então, alterar decisões e caminhos.
O pedido ao Supremo e as implicações da ADPF 1141
O núcleo do argumento político-jurídico do texto aborda a ADPF 1141, peça jurídica que, segundo o colunista, tem efeitos diretos sobre a proteção dos nascituros.
O autor pede que o ministro Alexandre de Moraes se deixe conduzir pela Verdade e reavalie os rumos da ADPF 1141, alegando que a ação vem possibilitando ‘a morte não de apenas 6 ou 20 bebês, mas de centenas e centenas de crianças inocentes, quimicamente queimadas por meio da terrível e cruel assistolia fetal’, expressão usada no texto para descrever os efeitos denunciados pelo movimento pró-vida.
É importante observar que essas afirmações e imagens têm origem em um artigo assinado por Danilo de Almeida Martins, identificado como Defensor Público Federal atuante no movimento pró-vida, e publicadas na Gazeta do Povo, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.
Leitura pública e possíveis desdobramentos
O posicionamento expresso pela coluna combina reflexão religiosa, dados demográficos citados e crítica jurídica, com claro apelo para que o Judiciário, e em particular o ministro Alexandre de Moraes, considere a proteção da vida como critério para decisões sobre a ADPF 1141.
Como texto de opinião, a peça busca influenciar o debate público, e pode alimentar reações dentro do meio jurídico, político e entre grupos sociais contrários e favoráveis à atuação do Supremo em temas sensíveis.
Reportagens que reúnem argumentos de diferentes atores, e decisões futuras sobre a ADPF 1141, devem ser acompanhadas com atenção por quem acompanha os desdobramentos no Supremo Tribunal Federal e no debate sobre direitos e políticas públicas no Brasil.