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Ángela Vivanco, ex-juíza da Suprema Corte do Chile, é presa por corrupção e lavagem de dinheiro na investigação ‘Muñeca Bielorrusa’, ligada a Codelco e Belaz Movitec

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Prisão ocorreu na noite do domingo 25 em Las Condes, Santiago, e autoridades afirmam que a ação foi autorizada pela Suprema Corte para abertura de processo penal contra a ex-magistrada

Ángela Vivanco foi presa na noite deste domingo, em sua residência na comuna de Las Condes, em Santiago, sob acusações de corrupção e lavagem de dinheiro.

A detenção foi possível após a própria Suprema Corte do Chile autorizar a abertura de processo penal contra a ex-juíza, o que permitiu ao Ministério Público avançar com a persecução criminal.

Vivanco será formalmente acusada na segunda-feira 26, no Centro de Justiça de Santiago, no âmbito da investigação conhecida como “Muñeca Bielorrusa”, que apura suspeitas de suborno e lavagem de dinheiro.

Conforme informações divulgadas pela Gazeta do Povo, pelo Ministério Público do Chile, pela Radio Bío Bío e pelo El Mostrador.

Prisão e procedimento inicial

A operação de prisão da ex-juíza foi realizada sem incidentes, segundo o promotor responsável pelo caso, Marco Muñoz, que afirmou que “a operação para prender a ex-juíza transcorreu dentro da legalidade e com a presença da defesa, sem incidentes”.

Antes da apresentação formal de acusações, o tribunal analisará a legalidade da detenção durante a audiência de custódia, procedimento que definirá se a prisão será mantida ou revogada.

Acusações e detalhes da investigação

Os promotores afirmam que Ángela Vivanco teria agido de forma coordenada com os advogados Mario Vargas e Eduardo Lagos, para favorecer o consórcio chileno-bielorrusso Belaz Movitec em disputas judiciais contra a estatal Codelco, quando integrava a Terceira Turma da Suprema Corte.

Segundo a acusação, pagamentos que somariam ao menos 90 milhões de pesos chilenos (aproximadamente US$ 104 mil, na cotação atual) teriam sido realizados por meio de seu então companheiro, Gonzalo Migueles.

Defesa, estado de saúde e próximos passos

A defesa classificou a prisão como “desnecessária“, e afirmou que Vivanco enfrenta problemas de saúde, segundo o advogado Jorge Valladares, que disse que os fundamentos da medida serão contestados na audiência desta segunda-feira.

O Ministério Público pode solicitar prisão preventiva, e caso o tribunal decrete a medida, “Vivanco poderá se tornar a primeira ex-integrante da Suprema Corte do país a cumprir essa medida cautelar”, conforme reportagem do El Mostrador.

Nos próximos dias, a audiência de custódia e a sessão de formalização das acusações no Centro de Justiça de Santiago definirão os rumos imediatos do processo, que tem impacto político e jurídico relevante no Chile.

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