O ataque da Rússia em Kiev, com mísseis Kinzhal e drones, causou incêndios, 2 mortes, 44 feridos, 2,6 mil prédios sem calefação e 320 mil residências sem aquecimento
Os ataques ocorreram na madrugada de sábado, com mísseis e drones lançados contra Kiev e contra regiões do nordeste e do sul da Ucrânia, gerando explosões e incêndios em áreas residenciais e de infraestrutura.
Ao menos duas pessoas morreram e outras 44 ficaram feridas, e equipes de emergência intensificaram os atendimentos diante dos danos causados às redes de energia e aquecimento.
A administração municipal informou que cerca de 2,6 mil prédios ficaram sem calefação, além de 320 mil residências sem aquecimento, em meio a temperaturas próximas de zero grau, conforme informação divulgada pela CNN Brasil.
Alvos, armamento e danos
Segundo reportagens ucranianas, o ataque incluiu mísseis hipersônicos do tipo Kinzhal e uma combinação de drones e projéteis que atingiram a infraestrutura elétrica da capital. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, relatou incêndios e explosões em diferentes pontos da cidade.
Os danos à rede elétrica deixaram bairros sem energia e sem calefação, agravando a situação de moradores em pleno inverno e pressionando serviços de socorro e manutenção.
Impacto humano e resposta local
As autoridades locais trabalharam para socorrer feridos e conter incêndios, enquanto hospitais atenderam as vítimas. A interrupção do aquecimento afetou milhares de famílias, e a administração municipal vem divulgando números e orientações à população.
Com a intensificação dos bombardeios, a Polônia fechou dois aeroportos no nordeste do país e mobilizou aviões militares para monitorar o espaço aéreo, em uma reação regional ao aumento das hostilidades.
Contexto político e encontro entre líderes
O ataque ocorreu um dia antes do encontro previsto entre o presidente ucraniano e o presidente dos Estados Unidos. O presidente Volodymyr Zelensky anunciou que pretende viajar à Flórida para se reunir com Donald Trump no domingo, quando serão discutidos um rascunho de plano de paz e garantias de segurança bilaterais.
Zelensky afirmou, “O plano de 20 pontos em que trabalhamos está 90% pronto. Nossa tarefa é garantir que tudo esteja 100% pronto”, destacando que ainda há questões em aberto, como eventuais concessões territoriais.
O que vem a seguir
A sequência dos acontecimentos dependerá do encontro entre líderes e das avaliações sobre a escalada das ofensivas. Autoridades ucranianas e aliados internacionais monitoram danos e negociações enquanto buscam soluções para mitigar impactos humanitários e restaurar serviços essenciais.