HomeBlogAtivismo Judicial no Brasil: STF Se Torna Juiz e Parte, Ameaçando o...

Ativismo Judicial no Brasil: STF Se Torna Juiz e Parte, Ameaçando o Futuro da Justiça e da Economia

Data:

Posts Relacionados

O ativismo judicial no Brasil: uma análise profunda das decisões do STF e seus impactos na democracia e na economia.

O debate sobre o ativismo judicial no Brasil tem ganhado força, especialmente com as ações do Supremo Tribunal Federal (STF). A complexidade do conceito e suas múltiplas facetas exigem uma análise cuidadosa, que vai além das decisões pontuais e alcança a própria estrutura do sistema de Justiça.

A atuação do STF tem sido marcada por uma crescente influência sobre os Poderes Executivo e Legislativo, gerando questionamentos sobre a separação de poderes e o futuro da democracia brasileira. A análise proposta busca evidenciar as características desse ativismo e seus efeitos.

Conforme aponta a análise, a conjuntura política e jurídica atual do Brasil se encontra desestruturada, com o senso de certo e errado abalado e a lei sendo interpretada de forma particular por seus aplicadores. A fonte original dessa análise é Vera Chemim, advogada com mestrado em Administração Pública pela FGV.

A Unanimidade que Incomoda e a Ideologia em Jogo

Um dos pontos mais criticados é a aparente unanimidade em decisões envolvendo réus de núcleos ligados a investigações de tramas golpistas e a fixação de penas. Essa uniformidade, segundo a análise, remete a uma união partidária, destoando da essência democrática de divergência de ideias que deveria caracterizar um poder técnico e apolítico.

A hostilização ao ministro Fux por divergir em um voto sobre réus de núcleos golpistas e a crítica de juristas estrangeiros sem a devida análise de seus votos são exemplos citados que denunciam uma militância ideológica sobrepondo-se à envergadura jurídica.

Esse fenômeno é comparado a um “câncer” contagioso, que se alastra por instâncias inferiores do Judiciário, possivelmente por receio de represálias ao seguir a Constituição e as leis. O ativismo judicial, nesse contexto, se volta à proteção de um lado ideológico.

O Pêndulo do Ativismo Judicial: Da Segregação à Judicialização da Política

O ativismo judicial é descrito como um pêndulo que oscila conforme os interesses político-ideológicos, ora para a direita, ora para a esquerda. Exemplos históricos, como as decisões da Suprema Corte dos EUA sobre segregação racial, ilustram essa dinâmica.

Além disso, o STF tem assumido a função de decidir temas sensíveis que deveriam ser de competência do Legislativo. A permissão para o aborto de feto anencéflico, a definição sobre nepotismo e a greve de agentes públicos são exemplos de como o Judiciário poupa o Congresso de decisões impopulares e cobre lacunas legislativas.

A análise aponta quatro variáveis cruciais para a compreensão do ativismo judicial: a natureza do caso, a conjuntura política e a hegemonia de um dos poderes, a existência ou não de legislação adequada e a ideologia política dominante.

Lava Jato: A Batalha Ideológica no Judiciário e o Fim do Combate à Corrupção

A divisão de alas no STF durante a Operação Lava Jato, entre “punitivistas” e “garantistas”, é resgatada para ilustrar a polarização. A análise critica a atuação dos “garantistas”, que, sob a alegação de se aterem à legalidade, teriam “enterrado” a operação com argumentos processuais.

A suposta incompetência territorial do juízo de Curitiba e o acolhimento de diálogos hackeados como prova ilícita são questionados, com a argumentação de que a incompetência territorial era relativa e poderia ter sido prorrogada, e que os diálogos faziam parte da rotina de magistrados.

O resultado dessa atuação foi a revogação de condenações e prisões de corruptos, minando o combate à corrupção no Brasil. A análise sugere que o tempo e a história se repetem, mas com os sinais invertidos.

Novos Alvos e a Restrição de Direitos Fundamentais

O STF, sob o pressuposto de “vingança privada” ou “direito penal do inimigo”, estaria utilizando o ativismo judicial para transformar narrativas em crimes graves, visando atingir representantes políticos da direita e, de forma mais sutil, prolongar a “vingança” de juízes e procuradores da Lava Jato.

Cita-se a condenação de Deltan Dallagnol e a possível inelegibilidade de Sergio Moro como exemplos dessa perseguição. A divisão de réus em núcleos, semelhante ao “Power Point” de Dallagnol, também é apontada como uma coincidência.

O texto critica a prisão de pessoas simples sob a acusação de abolição violenta contra o Estado Democrático e golpe de Estado, sem provas concretas e com enquadramentos criminais questionáveis. A falta de nexo causal nas acusações de “desinformação” e incitação ao golpe é destacada.

O ministro Fux é elogiado por seu voto solitário, que apontou a incompetência absoluta da Primeira Turma para julgar réus sem foro privilegiado, contrastando com a decisão relativa da Lava Jato. Essa ação visa dar a impressão de defesa da democracia, sacrificando direitos fundamentais.

O direito à liberdade de expressão tem sido restringido sem previsão legal, e o direito de ir e vir tem sido banalizado com prisões preventivas abusivas e arbitrárias. A crítica se estende à seletividade ideológica, com a aplicação dessas medidas apenas a representantes da direita.

A conjuntura atual é descrita como desestruturada, com a lei servindo aos interesses particulares dos intérpretes, especialmente no STF. A ausência de protestos de entidades competentes contra o ativismo judicial é lamentada.

A falta de investimentos estrangeiros diretos, a insegurança jurídica e a instabilidade econômica e política são apontadas como consequências desse estado de coisas. O país corre o risco de se tornar uma terra sem lei, com um desabamento econômico e da política pela ausência de justiça e segurança jurídica.

Recentes

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

O Informativo Brasil
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.