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Banco Central nega que diretor Ailton de Aquino recomendou compra de carteiras fraudadas ao BRB e afirma que aquisição do Master foi barrada por irregularidades

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Autoridade monetária afirma que não houve recomendação para compra de carteiras fraudadas, e que medidas foram tomadas para comunicar ilícitos e proteger a liquidez do BRB

O Banco Central negou oficialmente que o diretor de fiscalização, Ailton de Aquino, tenha indicado a compra de carteiras fraudadas do Banco Master pelo BRB, operação que teria causado prejuízo de R$ 12 bilhões ao banco do Distrito Federal.

Segundo a autarquia, a posterior tentativa de aquisição do Master foi impedida após identificação de irregularidades graves nos ativos analisados, e foram adotadas medidas prudenciais para proteger a liquidez do BRB.

Conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo, a entidade afirma que o diretor, por iniciativa própria, forneceu sigilos bancário, fiscal e registros de conversas às autoridades para colaborar com as investigações.

Negativa formal e citações do Banco Central

Em nota publicada no site oficial, o Banco Central transcreveu a declaração de Ailton de Aquino, dizendo que “jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas”, e que abriu voluntariamente seus sigilos para esclarecer fatos.

A nota também afirma que “Foi igualmente da área chefiada pelo Diretor Ailton de Aquino a iniciativa de promover a comunicação dos ilícitos criminais ao Ministério Público Federal, acompanhada de documentação comprobatória e criteriosas análises técnicas. Na sequência, com o objetivo de prevenir a prática de novas operações com impactos sobre a liquidez do BRB, a área de Supervisão, sob orientação do mesmo Diretor, aplicou medida prudencial preventiva ao BRB, sendo do próprio Diretor, por fim, a iniciativa de submeter à Diretoria Colegiada do Banco Central a proposta de liquidação extrajudicial das instituições do Conglomerado Master, em razão, inclusive, dos ilícitos nelas perpetrados”.

Medidas de supervisão e proteção do sistema financeiro

O Banco Central ressaltou que tem a obrigação legal de monitorar constantemente a liquidez das instituições financeiras e operações de aquisição de ativos entre bancos, com o objetivo de preservar a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional.

A autarquia destacou que, no mandato de Gabriel Galípolo na presidência, a área de Supervisão rotineiramente monitora riscos e busca soluções para problemas de liquidez, aplicando medidas prudenciais quando necessário.

Responsabilidade dos bancos e próximos passos

O BC lembrou que a análise da qualidade de créditos adquiridos no mercado é responsabilidade exclusiva de cada instituição financeira, que deve manter controles internos adequados para gerir riscos.

Além da renúncia aos sigilos por parte do diretor, o caso segue sob investigação, com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal apurando eventuais ilícitos relacionados às operações envolvendo o Banco Master e o BRB.

Fontes citadas, incluindo a nota oficial do Banco Central e reportagens recentes, indicam que as investigações e medidas administrativas deverão definir responsabilidades e possíveis desdobramentos legais para as instituições envolvidas.

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