Bolsonaro enfrenta grave crise de soluços e refluxo na PF, com médicos acionados e preocupação familiar em destaque
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está passando por um momento delicado em sua reclusão na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. Desde o último sábado (22), Bolsonaro tem apresentado uma persistente crise de soluços e refluxos, o que levou à necessidade de acionar médicos para acompanhamento.
A situação gerou preocupação entre seus filhos, que se manifestaram publicamente através das redes sociais. Carlos Bolsonaro relatou em sua conta no X que o pai estaria sendo “assassinado de forma rápida e brutal” pelo “sistema”. Jair Renan, por sua vez, expressou sua angústia pela impossibilidade de estar ao lado do pai para oferecer suporte.
As informações sobre o agravamento do quadro de saúde de Bolsonaro foram divulgadas nesta quinta-feira (27), intensificando o debate sobre suas condições de reclusão e as sequelas de eventos passados. Conforme apurado, a crise de soluços crônicos é uma das consequências das cirurgias às quais o ex-presidente foi submetido após a facada sofrida em 2018. Ele também lida com refluxo e apneia do sono, utilizando um aparelho CPAP, além de ter um histórico de câncer de pele.
Condições de Reclusão e Ausência de Saída Temporária
Em meio à sua condição de saúde, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi informado que não terá direito à tradicional saída temporária de fim de ano. A análise jurídica sobre o caso aponta que as regras da Lei de Execução Penal impedem o benefício, uma vez que Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses em regime inicial fechado e está preso preventivamente em outro inquérito.
Diferentemente de presos em regime semiaberto ou aberto que já cumpriram parte da pena, a situação de Bolsonaro na PF, em regime fechado, anula a possibilidade de benefícios como a “saidinha” de Natal. Sua prisão preventiva impede o acesso a tais regalias, reforçando o caráter de sua detenção.
Comparativo de Condições: Cela de Bolsonaro vs. Anderson Torres
Detalhes sobre a sala especial onde o ex-ministro Anderson Torres cumpre pena foram divulgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), revelando um contraste com as acomodações de Jair Bolsonaro. A sala de Torres, localizada no núcleo de custódia da Polícia Militar do DF, é significativamente maior e oferece mais comodidades.
A cela de Anderson Torres conta com quarto com cama de casal, ar-condicionado, uma geladeira grande na cozinha e um banheiro com dois vasos sanitários e chuveiro quente. Além disso, ele tem direito a banho de sol com total privacidade e sem controle de horário, além de cinco refeições diárias e uma ampla estrutura de saúde, incluindo acesso a médicos clínicos, psiquiatra e fisioterapeuta.
Em contrapartida, a sala onde Jair Bolsonaro está detido na PF tem cerca de 12 m², com uma cama de solteiro, ar-condicionado, frigobar e televisão. Bolsonaro permanece sozinho no local, com banho de sol em área separada, evidenciando uma disparidade nas condições de reclusão.
Outros Destaques do Cenário Político
O Partido Liberal (PL) tomou a decisão de suspender o salário de Jair Bolsonaro após sua condenação definitiva. Paralelamente, Toffoli será o relator de um pedido que pode permitir a Bolsonaro a realização de entrevistas. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos também solicitou informações sobre os eventos do 8 de janeiro.
O cenário político também é marcado pela atuação de Motta, que travou um projeto de anistia, e pela avaliação da direita em relação à redução de penas. Esses desdobramentos adicionam camadas à complexa situação legal e política envolvendo o ex-presidente.