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BTG Pactual de André Esteves avalia compra de fatia do Master na Biomm, gigante brasileira de insulina e canetas emagrecedoras para o SUS

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Governo articula venda de participação do Banco Master na farmacêutica Biomm para o BTG Pactual, visando expandir produção de insulina e medicamentos para o SUS.

O banqueiro André Esteves, controlador do BTG Pactual, está em negociações para adquirir a participação do Banco Master na Biomm, uma importante farmacêutica brasileira especializada na produção de insulina. A operação, articulada por aliados do governo Lula, visa transformar a Biomm em um polo de produção nacional de insulina e de canetas emagrecedoras, como as que utilizam semaglutida, para suprir as demandas do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Banco Master, atualmente em processo de liquidação pelo Banco Central, detém quase 26% da Biomm através de um fundo chamado Cartago. Essa participação está avaliada em cerca de R$ 185 milhões. A iniciativa do governo busca não apenas injetar recursos na Biomm, mas também garantir o fornecimento contínuo e nacional de medicamentos essenciais, diminuindo a dependência de fornecedores estrangeiros.

Segundo relatos de assessores do Planalto, Walfrido Mares Guia, ex-ministro e acionista da Biomm, teria atuado como intermediário nas conversas entre o Master e o BTG. Embora Esteves e Mares Guia neguem ter discutido o assunto diretamente, e o BTG afirme não estar em negociações, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, confirmou ao UOL que as conversas com Esteves estavam em andamento antes de sua prisão em novembro, mas que assessores do presidente Lula indicam que as negociações prosseguem.

Interesse estratégico do governo na Biomm

O Ministério da Saúde apoia ativamente a potencial aquisição, entendendo que ela pode estimular a concorrência no setor farmacêutico brasileiro. A estratégia é fortalecer empresas nacionais para garantir o suprimento de medicamentos e reduzir a vulnerabilidade a flutuações do mercado internacional.

A Biomm já é um parceiro relevante do governo, tendo firmado um contrato em novembro para o fornecimento de insulina glargina para o SUS. A farmacêutica também planeja entrar no mercado de canetas emagrecedoras a partir de março, quando o registro da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, estiver disponível no Brasil. A entrada neste mercado pode representar um avanço significativo para o tratamento de doenças como a obesidade.

Benefícios da transação para Master e Biomm

Para o Banco Master, a venda de sua participação na Biomm representa uma oportunidade de levantar fundos essenciais para mitigar os prejuízos decorrentes de sua liquidação, parte dos quais será coberta pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Do ponto de vista da Biomm, a entrada do BTG Pactual como sócio pode oferecer uma blindagem contra eventuais instabilidades financeiras associadas à liquidação do Banco Master. Acionistas da farmacêutica buscam impulsionar a expansão da empresa, um plano que se tornou mais desafiador com a derrocada de seu principal acionista.

Mudanças na liderança e governança da Biomm

Após a prisão de Daniel Vorcaro, o CEO da Biomm, Heraldo Marchezini, renunciou ao cargo. A previsão é que Guilherme Maradei assuma a liderança a partir de janeiro de 2026, em um processo que a empresa descreve como natural e planejado há mais de dois anos.

A Biomm, por meio de sua assessoria, reiterou que não houve interferência de acionistas em sua gestão e que, por ser uma empresa com ações na Bolsa, segue regras rígidas de governança corporativa. A empresa também afirmou que a saída de um acionista não impacta a condução dos negócios e que um eventual novo sócio não comprometerá seus planos de investimento.

Estrutura societária da Biomm

Originalmente, Daniel Vorcaro investiu diretamente na Biomm, mas a participação foi posteriormente transferida para o Cartago Fundo de Investimento em Ações. Relatórios recentes indicam que o Banco Master é o cotista do fundo. Outros sócios relevantes incluem o fundo B/LAB FIA (9,6%), o grupo de Walfrido Mares Guia (8%), Cedro Participações (8%) e o Grupo Ítalo (5%). O BNDES, braço de fomento do governo, também é acionista com 5,12% e já financiou o desenvolvimento de medicamentos biológicos pela farmacêutica.

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