Último dia da Caminhada pela Liberdade levou manifestantes do Park Way à Praça do Cruzeiro em Brasília, com discursos, atos simbólicos, críticas a escândalos e relatos de apoiadores de Minas, Paraná e Goiás
A mobilização organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) terminou neste domingo com a presença de milhares de pessoas em Brasília, após um trajeto de cerca de 240 quilômetros que começou em Paracatu, Minas Gerais.
Os participantes chegaram à capital no sábado, e neste domingo saíram em concentração do Park Way em direção à Praça do Cruzeiro, ponto tradicional de manifestações políticas na cidade.
Conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.
Trajeto, chegada e público presente
A Caminhada pela Liberdade percorreu estradas de Minas até o Distrito Federal e teve o trecho final acompanhado pela reportagem. O grupo saiu de Paracatu e concluiu o itinerário em Brasília, onde ocorreram atos públicos ao longo do dia.
Entre os participantes havia pessoas que viajaram longas distâncias, famílias e caravanas. Uma família ligada ao agronegócio, que preferiu não se identificar, saiu de Goiânia às 4h da manhã para completar os últimos 17 quilômetros a pé, o grupo inclui um homem de 75 anos, sua esposa de 66 anos, e dois filhos.
Denúncias e discurso de Nikolas Ferreira
Na coletiva à imprensa, Nikolas Ferreira disse que a mobilização tem o objetivo de alertar a população sobre supostas irregularidades envolvendo autoridades e de cobrar mudanças no país. Em seus discursos, ele citou escândalos e problemas nos serviços públicos como justificativa para a caminhada.
O deputado afirmou, entre outras colocações, “Quero despertar as pessoas para o que está acontecendo. Hoje, temos o escândalo do Banco Master, um escândalo bilionário envolvendo esposa de ministro, como a do Alexandre de Moraes. Nós temos o escândalo do INSS, mesadinha para o filho do Lula”.
Em outro trecho, ele disse que a situação afeta serviços essenciais, “As pessoas são roubadas, não têm a saúde que merecem, não têm a educação que merecem. Então nós vamos pra cima, vamos mudar esse país. Estou muito grato a Deus porque o Brasil acordou”.
Sobre a segurança durante a caminhada, Nikolas explicou o uso de um colete identificado como prova de balas, atribuindo a medida a orientações institucionais, “A questão do colante da prova de balas foi uma orientação da própria PLF [Polícia Legislativa Federal], porque as ameaças surgiram e começaram a aumentar. Eu estou representando a minha vida e nós estamos usando”.
Relatos de apoiadores, caravanas e motivações
A reportagem ouviu participantes que vieram de diferentes estados. Uma família que costuma participar de romarias disse, “Nikolas veio tirar o que estava engasgado na garganta”, e acrescentou, “Nós viemos porque temos esperança pela liberdade”.
O militar aposentado Valmir Morais contou que saiu de Juiz de Fora e acompanhou a caminhada desde Valparaíso de Goiás, e relatou que tentou trazer amigos, mas “Estavam todos com medo de represálias contra as manifestações”. Morais disse ainda, “Eu vim e já fui em várias outras manifestações porque acredito no poder do povo. Tenho esperança de que algo vai mudar, acredito nos valores que o Nikolas defende”.
Um grupo do Paraná enfrentou cerca de 24 horas de viagem de ônibus, com originários de cidades como Maringá e Londrina, integrando uma caravana de aproximadamente 40 pessoas de Apucarana, Arapongas, Cambé, Londrina e Maringá. Entre elas, Jaqueline Almeida chamou atenção ao usar um adereço com a frase “Acorda Brasil”.
Encerramento e balanço da mobilização
A Caminhada pela Liberdade foi finalizada com discursos e atos simbólicos na Praça do Cruzeiro, consolidando a mobilização dos apoiadores do deputado em Brasília. Organizadores e participantes destacaram o caráter de protesto e a tentativa de chamar atenção para as denúncias citadas por Nikolas.
O evento reuniu pessoas de diferentes perfis, incluindo idosos, caravanas do Sul e apoiadores vindos de várias cidades de Minas Gerais, e terminou sem registro de grandes incidentes durante a cobertura presencial da Gazeta do Povo.