Declaração afirma que 800 execuções no Irã foram suspensas, que o alerta de Trump teria provocado a mudança, e que os EUA seguem com todas as opções, incluindo ação militar, em aberto
A Casa Branca afirmou que o regime iraniano suspendeu 800 execuções de manifestantes após uma comunicação direta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que teria prometido medidas militares se as penas fossem aplicadas.
Segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, a suspensão foi confirmada em mensagem recebida pelo presidente, e as autoridades americanas mantêm a vigilância sobre o caso.
Informações sobre as execuções suspensas e os contatos entre Washington e Teerã foram relatadas por veículos internacionais, com relatos detalhando a suspensão de 800 execuções, conforme informação divulgada pelo The Times of Israel.
O que disse a Casa Branca
Em entrevista coletiva, Karoline Leavitt afirmou, textualmente, que, “O presidente e sua equipe comunicaram ao regime iraniano que, se as mortes continuarem, haverá consequências. O presidente [então] recebeu uma mensagem de que as mortes e as execuções cessarão”.
Leavitt acrescentou, na mesma coletiva, que “O presidente soube hoje que 800 execuções que estavam agendadas e deveriam ter ocorrido ontem foram suspensas”, frase atribuída pela imprensa internacional ao pronunciamento da porta-voz.
A porta-voz também declarou que “O presidente e sua equipe estão monitorando de perto a situação e todas as opções permanecem em aberto”, indicando que os EUA não descartam, no momento, uma ação militar.
Casos e reações no Irã
Grupos de direitos humanos, como Iran Human Rights e Hengaw, relataram casos de execuções e adiamentos individuais. Eles citaram fontes que diziam que Erfan Soltani, de 26 anos, acusado de “travar guerra contra Deus” por sua participação nos protestos, teria sido executado, mas depois familiares e ONG informaram que a execução foi adiada.
A agência Mizan, ligada ao Judiciário iraniano, afirmou que o manifestante não havia sido condenado à pena de morte. Em declaração à mídia, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse, em entrevista à Fox News, que “não há nenhum plano para enforcamento”, após o anúncio sobre as supostas suspensões.
Cenário internacional e números da repressão
Organizações internacionais de direitos humanos estimam que “mais de 2,6 mil pessoas já foram mortas pelas autoridades de segurança do Irã e outras milhares foram presas” na repressão aos protestos que começaram no final de dezembro, por questões econômicas e que evoluíram para demandas mais amplas contra o regime.
O presidente Trump havia dito anteriormente que poderia tomar medidas “muito fortes” contra o Irã se as execuções prosseguissem. A Casa Branca afirmou que o comunicado americano foi transmitido ao regime, e que a suspensão das penas, segundo a versão dos EUA, seria resultado dessa pressão.
O que falta esclarecer
Até o momento, o governo iraniano não fez um pronunciamento oficial confirmando a suspensão das 800 execuções conforme relatado por Washington. Há discrepâncias entre relatos de ONGs, agências estatais iranianas e declarações de autoridades americanas, o que mantém o caso sob alta incerteza.
Analistas apontam que a confirmação independente dos fatos, com acesso a tribunais e registros judiciais no Irã, é limitada, enquanto a comunidade internacional segue atenta às próximas movimentações diplomáticas e militares.