Autoridades americanas localizaram mais de um milhão de arquivos potencialmente ligados ao caso Epstein, equipe jurídica avisa que liberação integral pode levar semanas
Equipes do FBI e promotores federais de Nova York identificaram mais de um milhão de documentos que podem estar ligados ao caso Jeffrey Epstein.
O material foi comunicado ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que afirmou trabalhar em ritmo contínuo para revisar e redigir apenas o que a lei exige.
A liberação completa pode demorar algumas semanas, mantendo o órgão sob pressão para cumprir prazos e preservar vítimas, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.
O que foi encontrado e o que já foi divulgado
As autoridades dizem ter localizado um volume adicional significativo de arquivos, incluindo o que classificaram como potencialmente ligado ao escândalo Epstein.
Parte do material já divulgado inclui vídeos, fotos, e-mails e documentos investigativos, alguns com nomes de pessoas citadas como possíveis co-conspiradores, segundo as informações obtidas.
O governo tem publicado os registros em lotes, e reconhece que centenas de milhares de arquivos ainda aguardam divulgação, o que amplia a expectativa por novas revelações.
Por que a divulgação pode atrasar
O Departamento de Justiça informou que as equipes jurídicas trabalham para revisar o conteúdo e aplicar apenas as redações exigidas por lei, com foco na proteção das vítimas.
A pasta admite que a liberação total pode levar mais algumas semanas, e que esse trabalho inclui análise detalhada para preservar identidades e não comprometer investigações em andamento.
A descoberta ocorre depois da aprovação da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, que determina a abertura total dos registros, com restrições apenas para preservar identidades de vítimas e investigações ativas.
Pressão política e próximos passos
A descoberta de mais de um milhão de documentos aumenta a pressão política por transparência, enquanto parlamentares criticam cortes e atrasos na divulgação.
O principal democrata do Comitê de Supervisão da Câmara acusou a Casa Branca, em publicação na rede X, de reter ilegalmente os arquivos, o que intensifica o debate público sobre responsabilização.
O Departamento de Justiça promete divulgar os arquivos nos próximos dias, mas não descartou que a revisão detalhada se estenda por semanas, enquanto vítimas e autoridades aguardam acesso ao material completo.