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Chalés modulares em 40 minutos, linha de montagem em Jaguaruna usa robôs e mira 10 mil entregas por ano do Grupo Pacheco até 2030

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Projeto da 321 Modular do Grupo Pacheco integra maquinário adaptado e braços robóticos para fabricar chalés modulares com 95% prontos, montagem final em até 12 horas

A 321 Modular, braço do Grupo Pacheco, instalou em Jaguaruna uma linha de montagem automatizada que promete produzir um chalé modular de madeira a cada 40 minutos, reduzindo gargalos históricos da construção civil.

O modelo transfere grande parte da obra para um ambiente fabril controlado, com módulos saindo com cerca de 95% da estrutura concluída, incluindo revestimentos de banheiro, instalações hidráulicas e pré-instalação elétrica.

As informações foram divulgadas pela Gazeta do Povo, que detalhou o projeto e as metas da empresa para expansão e sustentabilidade, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.

Fábrica, tecnologia e automação

A nova planta utiliza um mix tecnológico que inclui maquinário alemão adaptado e braços robóticos chineses, com o objetivo de transformar o canteiro de obras em uma linha de montagem similar à da indústria automobilística.

Segundo o diretor-geral, Samuel Pacheco, “Fomos a vários países ver o equipamento em operação. Como o maquinário alemão não atendia 100% das nossas necessidades, desenvolvemos adaptações e automações próprias internamente, além de integrarmos braços robóticos, que adquirimos da China”, explica o diretor-geral do Grupo Pacheco, Samuel Pacheco.

Ritmo de produção e tempo de entrega

Na fábrica, a meta operacional é sair com um chalé modular a cada 40 minutos. No destino, a montagem final varia conforme o porte, entre 1,5 e 4 dias, e em modelos menores a instalação pode ser concluída em apenas 12 horas de serviço.

O processo industrializado permite precisão e redução de retrabalho, além de evitar interrupções por fatores climáticos, segundo a empresa.

Sustentabilidade e economia circular

O sistema construtivo usa pinus de reflorestamento tratado em autoclave, material considerado renovável e capaz de capturar carbono durante o crescimento da árvore.

A empresa aplica economia circular ao processar sobras de madeira na unidade Clean Pellets, que transforma resíduos em combustível para substituir gás e eletricidade em caldeiras industriais.

Expansão, metas e mercado

O projeto marca a transição do Grupo Pacheco, fundado em 1985, de beneficiamento de madeira para uma construtech com ambição nacional, concentrada em Santa Catarina e com franquias previstas em Ribeirão Preto, Goiânia e Blumenau.

O plano de negócios é arrojado, com a meta de atingir 10 mil unidades entregues por ano até 2030, e a avaliação de que o mercado modular ainda é um “oceano azul”, representando menos de 1,5% do PIB da construção civil brasileira.

Sobre a modernização do setor, Pacheco afirma, “A indústria tem que se modernizar para acompanhar o mercado. O que custa caro e gera retrabalho é o canteiro de obras. Ao trazer 95% da construção para dentro da fábrica, ganhamos precisão e escala”, afirma Pacheco.

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