Da primeira troca sobre editores de código em dezembro de 2012 até a aquisição pela Capital One, a trajetória da Brex mostra como uma parceria digital virou empresa bilionária
Henrique Dubugras e Pedro Franceschi se conheceram ainda adolescentes, em uma conversa sobre programação no Twitter, e a partir dali construíram uma trajetória que culminou na venda da Brex por valores bilionários.
A relação começou em dezembro de 2012, com um debate sobre editores de texto e código, evoluiu para chamadas por Skype e se tornou uma amizade que sustentou empreendimentos no Brasil e nos Estados Unidos.
O relato sobre a origem da parceria, a criação da Pagar.me, a ida para Stanford e a fundação da Brex, além da venda, foi reunido em reportagens e entrevistas, conforme informações divulgadas pelo UOL.
O encontro no Twitter e a amizade que virou parceria
Em dezembro de 2012, dois estudantes autodidatas de programação, um de São Paulo e outro do Rio de Janeiro, começaram a trocar mensagens sobre editores de código no Twitter. A limitação de caracteres da plataforma dificultou a conversa, e eles migraram para uma chamada de vídeo por Skype.
Sobre esse momento, Henrique Dubugras disse, em entrevista à Forbes, "No Skype não conseguíamos brigar tanto e nos tornamos melhores amigos", e essa aproximação foi a base para empreendimentos futuros.
Da Pagar.me a Stanford, e a decisão de empreender nos EUA
Com a amizade, os dois fundaram a Pagar.me em 2013, uma solução para que vendedores recebessem pagamentos online. Mais tarde, a fintech foi vendida para a Stone, operação que lhes deu recursos para seguir para os Estados Unidos.
Henrique e Pedro ingressaram no curso de ciência da computação em Stanford, mas optaram por abandonar a universidade para fundar a Brex em 2017, focada em oferecer serviços financeiros para startups.
Como a Brex se destacou no mercado de serviços financeiros
A Brex ganhou espaço ao criar produtos de gestão de despesas, contas e pagamentos adaptados à realidade de startups, contornando exigências tradicionais dos bancos americanos, como histórico de crédito prolongado.
O crescimento chamou atenção de investidores e do mercado, e em 2022 uma rodada elevou a avaliação da empresa para US$ 12,3 bilhões, tornando Henrique e Pedro bilionários naquele ano.
Venda para a Capital One e os próximos passos
Em transação anunciada recentemente, a Brex foi vendida para a Capital One por US$ 5,15 bilhões (R$ 27 bilhões). Apesar da aquisição, a estrutura gerencial deve manter Pedro Franceschi como CEO, enquanto Henrique Dubugras passará a integrar o conselho de administração.
O negócio encerra um ciclo que começou em uma conversa online entre dois jovens desenvolvedores e mostra como conexões digitais podem evoluir para empresas com valor bilionário, mantendo, ao mesmo tempo, a liderança dos fundadores em posições-chave para o futuro da companhia.