Daniela Cachich, da Ambev, afirma que o consumidor brasileiro está migrando para sabores e funcionalidades, com decisões mais balanceadas, enquanto marcas aceleram lançamentos
O mercado de bebidas no Brasil não é só sobre volume, é sobre escolha, sabor e funcionalidade, e as marcas estão reagindo a esse movimento.
A presidente da unidade Beyond Beer da Ambev, Daniela Cachich, diz que a empresa lançou processos que reduzem o tempo de desenvolvimento e usam plataformas digitais para testar aceitação.
As observações da executiva foram feitas em entrevista ao programa Mídia e Marketing, a publicação ressaltou parcerias com artistas e o papel do Zé Delivery na estratégia comercial, conforme informação divulgada pelo UOL.
Inovação e velocidade de lançamento
Para enfrentar a mudança do mercado, a Ambev reduziu o ciclo de produto, e a executiva afirmou, na íntegra, “Hoje, fazemos um lançamento em 6 meses. Antigamente, eram 2 anos até chegar em um produto novo. Além disso, tenho uma plataforma, que é o Zé Delivery, onde consigo ter uma resposta rápida sobre a aceitação do produto.”
Esse novo ritmo ajuda a testar sabores e funcionalidades mais rápido, permitindo que a empresa responda ao que o consumidor brasileiro busca hoje.
Parcerias e comunicação cultural
Na conversa, Daniela explicou estratégias de patrocínio e embaixadores. Sobre Ivete, a executiva disse, “Não tem como pensar em Carnaval e não pensar na Ivete. E não tem como pensar em Brasil e não pensar em Guaraná.”
Sobre Beats e Anitta, ela reafirmou que a relação é colaborativa, “Nossa relação com a Anitta é uma das mais longevas. É realmente uma cocriação. A gente entende de Beats e ela entende da audiência. Essa combinação é interessante, ainda mais em um mercado que cresce dois dígitos.”
Zé Delivery e números da inovação
O Zé Delivery apareceu como fonte de insights e dados, e Daniela revelou números da transformação, “Hoje, 20% do faturamento da minha divisão vem de produtos que não existiam em 2020. A gente cresce 30% em inovação.”
Ela também alertou sobre complexidade operacional, ao dizer que é preciso evitar “uma complexidade gigante do ponto de vista de supply e de distribuição” quando se acelera o portfólio.
O que isso significa para o consumo no Brasil
As declarações indicam que o consumidor brasileiro pode estar bebendo menos em volume, mas buscando novas experiências, sabores e benefícios funcionais.
Daniela resumiu a abordagem estratégica com o conceito, “Acredito no conceito ‘fewer and bigger’: poucas e grandes apostas.”
Ela concluiu ressaltando o alcance das marcas, “A marcas têm muita força nesse país. A gente fala com mais de 200 milhões de pessoas. Precisamos de intencionalidade.”
Esses elementos reforçam que a resposta ao novo comportamento de consumo passa por inovação, testes rápidos e parcerias culturais, enquanto empresas monitoram aceitação com dados do varejo digital e plataformas de entrega.