HomeBlogCorreios Buscam R$ 20 Bilhões em Empréstimo para Evitar Colapso Financeiro Após...

Correios Buscam R$ 20 Bilhões em Empréstimo para Evitar Colapso Financeiro Após Prejuízo Histórico de R$ 6 Bilhões

Data:

Posts Relacionados

Correios aprovam empréstimo de R$ 20 bilhões em meio a prejuízo histórico

Em uma manobra financeira crucial para sua sobrevivência, o Conselho de Administração dos Correios deu luz verde nesta sexta-feira (28) para a contratação de um empréstimo de R$ 20 bilhões. A operação visa a reestruturação financeira da estatal, que enfrenta um cenário de grave crise, conforme divulgado pela própria empresa.

Esta captação é descrita como uma das ações estratégicas de curto prazo que integram o Plano de Reestruturação dos Correios. A documentação necessária está sendo finalizada para envio à Secretaria do Tesouro Nacional (STN), órgão que analisará e aprovará o crédito, uma vez que a operação contará com a garantia da União.

Com o respaldo do Tesouro, o risco de inadimplência para os bancos envolvidos na operação é considerado praticamente nulo. As condições financeiras exatas do empréstimo ainda estão em negociação com as instituições financeiras e não foram detalhadas publicamente.

Crise Financeira Agrava-se com Prejuízo de R$ 6 Bilhões

A necessidade do empréstimo surge em um contexto de severa deterioração das contas da empresa. Entre janeiro e setembro de 2025, os Correios registraram um prejuízo de R$ 6 bilhões, um valor alarmante que representa quase o triplo do déficit apurado no mesmo período do ano anterior.

A queda acentuada na receita, especialmente nos serviços internacionais, o aumento expressivo das despesas operacionais e o crescimento dos passivos judiciais trabalhistas são apontados como os principais fatores que contribuíram para a crise. A receita líquida dos Correios caiu de R$ 14,1 bilhões para R$ 12,3 bilhões no período.

Os gastos com precatórios e Requisições de Pequeno Valor (RPVs) também dispararam, saltando de R$ 483,6 milhões para R$ 2,1 bilhões em comparação anual, impactando significativamente o balanço da empresa.

Plano de Recuperação em Três Fases

Para reverter o quadro, os Correios elaboraram um plano de recuperação dividido em três fases distintas. A primeira fase, focada na estabilização, prevê a utilização dos recursos provenientes do empréstimo para restaurar a liquidez da empresa.

A segunda fase, planejada para o biênio 2026-2027, contemplará a modernização tecnológica, a reestruturação de unidades consideradas ineficientes e a contenção do déficit do Postal Saúde. A última etapa, com início previsto a partir de 2027, concentrar-se-á no desenvolvimento de parcerias estratégicas e no fortalecimento da competitividade da empresa no mercado logístico.

Bancos Envolvidos e Condições do Empréstimo

Segundo informações da Folha de S. Paulo, um sindicato composto por cinco bancos propôs o empréstimo: Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra. A Caixa Econômica Federal, que participou das negociações iniciais, optou por não avançar com a proposta.

Apesar do custo da operação ainda ser considerado elevado, próximo de 136% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), os termos do empréstimo foram considerados mais favoráveis do que negociações anteriores. A redução de exigências, como a necessidade de garantias adicionais via recebíveis futuros, foi um fator determinante para a aprovação interna da proposta pelos Correios.

Recentes

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

O Informativo Brasil
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.